terça-feira , 20 outubro 2026
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Abipesca pede exclusão dos pescados das tarifas americanas

Mais de 70% das exportações brasileiras de pescado têm como destino os Estados Unidos. Entidade fez ainda alerta para impacto social no Brasil

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) participou nesta terça-feira, 15 de julho, de reuniões estratégicas em Brasília com representantes do governo federal e de outros setores produtivos, em busca de uma solução urgente para reverter os impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

“Não temos plano B. O setor de pescados depende quase que exclusivamente do mercado norte-americano para exportação. O mercado interno não é capaz de absorver tamanho volume. Precisamos que o pescado seja tratado com excepcionalidade e seja removido da lista de taxação”, afirmou Eduardo Lobo, presidente da Abipesca. 

Hoje, mais de 70% das exportações brasileiras de pescado têm como destino os Estados Unidos, e a continuidade da taxação compromete diretamente a subsistência de mais de 20 mil trabalhadores da indústria e quatro milhões de brasileiros que dependem da cadeia produtiva pesqueira, além de representar um dos pilares fundamentais da segurança alimentar. 

 

Eduardo Lobo, presidente da Abipesca

 

“Sem exportação, as indústrias que empregam mais de 20 mil funcionários irão enfrentar sérias consequências que podem ensejar demissões em massa. O mercado europeu, que poderia ser uma alternativa, está fechado para o pescado brasileiro desde 2017”, completou Eduardo Lobo.

Outro fator que deve ser levado em consideração são as especificidades da atividade de pesca que impactam ainda mais na gravidade da situação. Como, por exemplo, os períodos de Defeso e o amplo ambiente regulatório ao qual o setor está submetido. 

Diante da gravidade do cenário, a Abipesca solicita ao governo brasileiro que atue junto aos Estados Unidos pela imediata exclusão dos pescados da medida ou, na impossibilidade de reversão imediata, que seja prorrogado por no mínimo 90 dias o início da taxação, para que o setor possa buscar alternativas e evitar o colapso iminente.

“Não somos concorrentes do mercado americano. Somos um complemento artesanal, que chega com qualidade superior e depende dessa exportação para sobreviver. Uma tarifa de 50% representa o colapso de milhares de sonhos e compromissos já assumidos”, reforçou o presidente da entidade.



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