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‘Positivo para os dois lados’, diz analista sobre possível revisão de tarifas do café

'Positivo para os dois lados', diz analista sobre possível revisão de tarifas do café

O diálogo aberto recentemente entre Brasil e Estados Unidos traz a expectativa de uma possível revisão das tarifas do governo de Donald Trump contra o café brasileiro. O tema domina as atenções do mercado nesta semana, uma vez que um acordo entre os dois países teria impacto direto nos preços e na competitividade do produto nacional.

“Estamos falando dos Estados Unidos — o principal comprador de café do mundo, o maior mercado consumidor e o principal cliente individual do café brasileiro”, afirma Gil Barabach, analista da consultoria Safras & Mercado. Em média, cerca de 16% do grão exportado pelo Brasil tem como destino o mercado norte-americano.

Neste sentido, o especialista avalia que o interesse de resolver a questão vale para os dois lados, gerando uma expectativa positiva. “Portanto, seria positivo para todos — para a indústria norte-americana e para o exportador brasileiro”, diz.

Volatilidade nos preços

Além disso, um eventual acordo pode mexer ainda mais com os preços em Nova York. Isso porque a indústria norte-americana não tem acesso ao seu principal fornecedor, que é o Brasil, e precisa buscar café em outras origens.

Segundo o especialista, as cotações seriam pressionadas negativamente. “Esse movimento restabeleceria o fluxo normal e tenderia a trazer os preços para baixo, além de ajudar a reduzir o estresse do lado comprador”, detalha.

No mercado nacional de café, os impactos influenciariam os diferenciais de preço, os ágios e deságios, que hoje estão mais largos. Com isso, a bolsa de Nova York tenderia a se acomodar em leve baixa no curto prazo.

Perspectivas

Apesar do otimismo, Barabach lembra que até o momento não houve mudança concreta na postura dos Estados Unidos.

“Existe uma aproximação e uma chance maior de que isso aconteça, mas o mercado segue estressado, especialmente do lado comprador nos Estados Unidos. Enquanto isso, o vendedor brasileiro busca alternativas fora desse mercado”, conclui.

Em meio a essa expectativa, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) se reúne, nesta quarta-feira (22), com o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin. Segundo a entidade, a revisão das tarifas é essencial para recolocar o Brasil em condições de igualdade com os demais países competidores.

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