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EUA consideram impor novas restrições à exportação de produtos para a China

China pode retaliar EUA e escalar crise com rival

O governo dos Estados Unidos avalia impor novas restrições à exportação de produtos para a China que contenham ou utilizem software desenvolvido no país, como laptops e motores a jato. A medida seria uma retaliação às recentes limitações impostas por Pequim à exportação de terras raras, insumo essencial para a indústria tecnológica global.

Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, a proposta está entre as opções em análise pela administração Trump e marcaria uma escalada significativa na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O plano daria sequência à ameaça feita por Donald Trump de proibir a venda de “software crítico” à China e poderia atingir uma ampla gama de produtos fabricados globalmente com tecnologia norte-americana. Embora ainda não haja decisão final, a simples discussão da medida já gerou impacto nos mercados: o S&P 500 recuou 0,8% e o Nasdaq caiu 1,3% após a divulgação da notícia.

Autoridades chinesas reagiram de imediato, afirmando que se opõem a medidas unilaterais e de jurisdição extraterritorial dos Estados Unidos e prometeram uma resposta firme caso as novas restrições sejam implementadas.

Especialistas alertam que a proposta, se levada adiante, pode desorganizar o comércio global de tecnologia e afetar também empresas americanas, que dependem de cadeias produtivas internacionais. O modelo de sanções seria semelhante ao imposto à Rússia após a invasão da Ucrânia em 2022, quando Washington proibiu a exportação de produtos fabricados com tecnologia dos EUA.

As discussões ocorrem poucas semanas antes do encontro previsto entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, na Coreia do Sul, e em meio à intensificação das tarifas sobre produtos chineses, que podem chegar a 155% caso novas medidas sejam aprovadas.

Apesar do tom de confronto, Trump afirmou recentemente que “os Estados Unidos querem ajudar a China, não prejudicá-la”. Ainda nesta semana, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, deve se reunir com o vice-premiê chinês He Lifeng, na Malásia, para preparar o terreno para a reunião entre os dois líderes.

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