Levantamento da Fox Human Capital mostra que a transformação tecnológica tem impulsionado os salários em certas áreas do agronegócio. Em cargos de liderança, como para diretores de originação, as remunerações chegam a R$ 75 mil.
Trata-de do profissional encarregado de garantir o suprimento de matérias-primas, adquirindo grãos, oleaginosas, biomassa, fertilizantes, sendo a pessoa que se responsabiliza pelo volume e pela qualidade desses produtos, além de se atentar aos prazos e a compra em preços que garantam margem à companhia.
De acordo com o gerente de Recrutamento e Seleção de Agronegócios da empresa, Renan Sarmento, o aumento do biodiesel e do esmagamento de soja ajuda a explicar o valor para o cargo, mas não é o único fator.
“Quando pensamos em um diretor de originação completo, ele vai dominar diferentes frentes, ele precisa conhecer o campo, o produtor, ter o domínio de como operar (a Bolsa de) Chicago, como funcionam as operações, dominar operações de head, toda a cadeia de risco que tem no processo de originação, sem contar a nossa logística, que não é uma facilitadora e, normalmmente, o diretor dentro deste cargo é um profissional com uma liderança muito expressiva em âmbito nacional, já que estamos em um país continental. Então quando esse perfil completo (de profissional) aparece, o preço acaba subindo”, contextualiza.
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A pesquisa da Fox Human Capital, que realizou mais de duas mil entrevistas e mapeou cerca de 300 faixas salariais, averiguou que o mercado de trabalho está cada vez mais em busca do profissional híbrido, aquele que une competências tecnológicas e experiência no campo.
Assim, de acordo com Sarmento, o desafio de ensinar tecnologia a um engenheiro agrônomo ou a realidade do campo a alguém com habilidades digitais depende das características de cada indivíduo. “Porém, esse profissional que o mercado exige hoje acho que ganhará muita pauta desde que haja o interesse genuíno pela atividade agrícola porque tanto o agrônomo como o profissional de tecnologia possuem essa habilidade de evoluir.”
O levantamento mostra, ainda, que diretores de Pesquisa e Desenvolvimento já atingem ganhos aproximados de R$ 72 mil, remuneração impulsionada pela procura de trabalhadores com experiência no mercado de bioinsumos. “É uma questão que acompanha a lei de oferta e demanda. O mercado de biológicos é muito mais novo que o mercado de químicos, o que leva a uma escassez desse profissional, tornando-o mais caro pelo momento”. O ponto de curva é que um profissional de P&D, independentemente da cadeia em que ele esteja, sempre será muito valorizado pelos negócios e as maiores margens estão na evolução “, destaca Sarmento.
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