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Conselho de Segurança da ONU se reúne amanhã para discutir Venezuela

Conselho de Segurança da ONU se reúne amanhã para discutir Venezuela

O Conselho de Segurança da ONU vai se reunir nesta segunda-feira (5) para discutir o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, e a captura do presidente Nicolas Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

A reunião foi solicitada pela Colômbia, membro rotativo do Conselho, e foi apoiada pela Rússia e China. Em outubro e dezembro, o Conselho já havia se reunido para discutir às agressões dos Estados Unidos à Venezuela.

O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, escreveu ao Conselho de Segurança denunciando que os Estados Unidos violaram a Carta de Fundação das Nações Unidas. Moncada argumenta que os norte- americanos promovem uma guerra colonial para destruir um governo escolhido livremente pelo seu povo e promover uma pilhagem do petróleo venezuelano.

Neste sábado (3), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que irá administrar a Venezuela até uma transição segura, além de controlar a exploração de petróleo no país sul-americano.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, considerou a invasão um precedente perigoso e defendeu o pleno respeito do direito internacional e a carta da organização. Guterres ainda disse que ação militar tem potenciais implicações preocupantes para a região.

A ministra das Relações Exteriores substituta do Brasil, a embaixadora Maria Laura da Rocha, declarou, nesse sábado (3), que o Brasil vai defender o respeito ao direito internacional, que é a posição brasileira contra qualquer tipo de invasão territorial, na reunião do Conselho de Segurança da ONU.

É esperado uma reunião ministerial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, a Celac, neste domingo (4).

Maria Laura ainda informou que 100 brasileiros que faziam turismo na Venezuela já voltaram ao Brasil, após os ataques dos Estados Unidos. O ministro da defesa, José Múcio, reforçou que a fronteira segue aberta e tranquila, e sugeriu que os brasileiros que queiram deixar a Venezuela procurem as representações diplomáticas.


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