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Senado dos EUA aprova medida para barrar ações de Trump na Venezuela

Senado dos EUA aprova medida para barrar ações de Trump na Venezuela

Nesta quinta-feira (8), o Senado dos Estados Unidos aprovou uma medida que pode barrar novas ações do presidente Donald Trump na Venezuela sem autorização do Congresso. A votação ocorre poucos dias depois do ataque das forças militares estadunidenses que terminou com o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama Cília Flores, na capital Caracas.

O Senado dos Estados Unidos tem 100 parlamentares. O placar da votação do projeto de lei que limita os poderes do governo de Donald Trump contra a Venezuela foi de 52 a favor e 47 contra. Um senador republicano não votou.

No ano passado, o Senado já havia tentado restringir o poder de Donald Trump em relação à situação da Venezuela em duas votações, mas a medida não foi aprovada pela maioria. Em novembro, a proposta foi rejeitada por apenas dois votos de diferença. Na época, o discurso era de que o presidente não tinha planos de atacar o território venezuelano.

Segundo a agência Reuters, após o sequestro de Maduro, alguns congressistas estariam se sentindo enganados pelo governo. Parlamentares também demonstraram preocupação com declarações recentes do presidente estadunidense sobre assumir o controle da Groenlândia, ilha do Ártico que pertence à Dinamarca.

Entre os senadores que votaram pela aprovação da medida, nesta quinta-feira, estão cinco republicanos, do mesmo partido de Trump.

Câmara dos Representantes

Para os legisladores, a aprovação do texto é uma vitória, já que a Constituição do país prevê que a declaração de guerra é uma atribuição do Congressoe não do presidente. Mesmo assim, para entrar em vigor, a medida ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Representantes, que tem maioria republicana.

​Na quarta-feira (8), Trump declarou a intenção de aumentar os gastos militares do país para US$ 1,5 um trilhão. De acordo com os defensores da lei que limita os poderes de do líder norte-americano, o aumento dos gastos com a operação na Venezuela, que pode se prolongar, impactaria ainda mais o déficit do orçamento dos Estados Unidos. Os parlamentares acreditam que isso pode pressionar os republicanos na votação da resolução na Câmara dos Representantes.

*Com informações da agência Reuters


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