O setor agropecuário encerrou 2025 com saldo positivo na geração de empregos formais, contribuindo para o crescimento do mercado de trabalho com carteira assinada no país. Dados do Novo Caged, apresentados nesta quinta-feira (29) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, mostram que a agropecuária criou 41.870 vagas ao longo do ano, alta de 2,3%.
No total, o Brasil fechou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos formais, resultado que reflete o desempenho favorável de todos os grandes setores da economia.
Emprego cresce em todos os estados
O avanço do emprego formal foi registrado nas 27 Unidades da Federação. São Paulo liderou a criação de vagas, com 311.228 novos postos (+2,17%), seguido por Rio de Janeiro (+100.920 ou +2,60%) e Bahia (+94.380 ou +4,41%).
As maiores taxas proporcionais de crescimento ocorreram no Amapá (+8,41%), Paraíba (+6,03%) e Piauí (+5,81%).
Serviços lideram; agro mantém saldo positivo
Entre os setores econômicos, o serviços liderou a geração de empregos em 2025, com 758.355 vagas (+3,29%), impulsionado principalmente pelas áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias e administrativas.
O comércio criou 247.097 postos (+2,3%), enquanto a Indústria abriu 144.319 vagas (+1,6%), com destaque para a fabricação de produtos alimentícios. A construção gerou 87.878 empregos (+3,1%).
A agropecuária, apesar de menor participação relativa, manteve saldo positivo ao longo do ano, reforçando seu papel na sustentação do emprego formal no país.
Rotatividade aumenta em 2025
A taxa de rotatividade do emprego formal subiu de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025, considerando desligamentos ajustados, que excluem óbitos, aposentadorias e demissões voluntárias.
Dezembro tem retração sazonal
Em dezembro, o mercado de trabalho registrou saldo negativo de 618.164 vagas, movimento considerado sazonal. Com isso, a variação mensal foi de –1,26%, em linha com o padrão histórico do Novo Caged para o período.
No último mês do ano, todos os setores apresentaram perda de postos, inclusive a agropecuária, que registrou –43.836 vagas. O maior impacto ocorreu no setor de serviços, com –280.810 postos.
Também em dezembro, todos os estados tiveram saldos negativos, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
Estoque de empregos e salários
Apesar da retração em dezembro, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada cresceu ao longo de 2025, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões, alta de 2,71%.
O salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, queda de 0,51% frente a novembro. Na comparação anual, porém, houve alta real de 2,55%, já descontados os efeitos sazonais.
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