A Turquia afirmou que as defesas áreas da Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, destruíram, nesta quarta-feira (4) , um míssil lançado pelo Irã, no Mediterrâneo.
Segundo a agência de notícias Reuters, não ficou claro para onde o míssil se dirigia. Em nota oficial, o Ministério da Defesa da Turquia informou que o artefato procedente do Irã foi abatido após cruzar os espaços aéreas do Iraque e da Síria, tendo sido interceptado por baterias antiaéreas da Otan, sem deixar vítimas ou feridos.
Esta foi a primeira vez que um membro da aliança foi envolvido no conflito. No entanto, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que não havia indícios de que a destruição do míssil acionaria o Artigo 5º da Otan, de defesa coletiva. Ou seja, cláusula que estabelece que um ataque armado contra um membro é considerado um ataque contra todos.
Também nesta quarta-feira, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, autorizou, de forma condicional, os Estados Unidos a usarem uma base aérea no arquipélago dos Açores durante a campanha de bombardeamento ao Irã. Montenegro justificou ao parlamento que a autorização foi concedida para fins defensivos, “com base na necessidade e contra alvos militares, em conformidade com o direito internacional”.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a Espanha concordou em cooperar com as forças armadas dos Estados Unidos um dia depois de o presidente Donald Trump sugerir imposição de embargo comercial a Madri devido à sua posição contrária aos ataques contra o Irã.
Perguntada sobre as notícias de que Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo do Irã, surgiu como principal candidato à sucessão, a representante do governo estadunidense afirmou que as agências de inteligência americanas estão cientes e monitoram a informação.
Sobre o tráfego aéreo na região, com cancelamento de voos comerciais, os primeiros aviões de repatriação fretados pelos governos do Reino Unido e da França estavam previstos para esta quarta-feira, e os Emirados Árabes Unidos abriram corredores especiais para permitir que alguns cidadãos voltem para casa.
Na tarde desta quarta-feira, o presidente Lula conversou sobre a situação no Oriente Médio com o presidente da Espanha, Pedro Sanchéz.
Segundo o Palácio do Planalto, ambos compartilharam o desejo de que a guerra possa chegar ao fim com a maior brevidade possível e que as negociações de paz possam ter início sob o amparo do direito internacional.
Lula e Sánchez também reiteraram o compromisso com o multilateralismo “como caminho para construção da paz e do desenvolvimento sustentável de que o mundo tanto precisa”, nas palavras do comunicado.
O presidente Lula aceitou convite para visitar a Espanha no próximo dia 17 de abril. No dia seguinte, participa da quarta reunião de alto nível da iniciativa “Em Defesa da Democracia”, em Barcelona.












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