Nos dois primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 2,79 bilhões no comércio exterior. O saldo decorre de exportações que somaram US$ 3,76 bilhões e de importações que totalizaram US$ 0,97 bilhão.
Apesar da balança positiva, o número representa queda de 7,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de US$ 3,01 bilhões: US$ 4,03 bilhões em exportação e US$ 1,02 bilhão em importação.
A participação dos embarques de produtos do agro no total comercializado em janeiro e fevereiro deste ano em São Paulo foi de 40,2%, enquanto as importações do setor corresponderam a 7,5% do total.
Sem citar o decréscimo nos resultados, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destaca que “o resultado do primeiro bimestre confirma a força e a diversidade do agro paulista no comércio internacional. Carnes, produtos florestais e o complexo sucroenergético seguem mostrando a competitividade do nosso setor produtivo.”
Principais produtos exportados
Ó complexo sucroalcooleiro representou 28% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$ 1,05 bilhão. Deste total, o açúcar representou 94,7% e o etanol 5,3%.
Em seguida, o setor de carnes veio com 16,6% das vendas externas do setor, totalizando US$ 623 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,1%. Produtos florestais representaram 15,3% do volume exportado, com US$ 576,34 milhões, com 67,8% de celulose e 26,9% de papel.
Sucos responderam por 9% de participação, somando US$ 337,70 milhões, dos quais 96,8% são referentes à bebida de laranja. Em seguida, o café, com 7,4% de participação na pauta de exportações, somando US$ 279,17 milhões, 72,9% referentes ao café verde e 24% ao solúvel.
Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 76,3% das exportações do agronegócio paulista.
E na oitava posição, o complexo militaresque teve participação de 3,2% do total exportado, registrando US$ 120,48 milhões, 57,9% referentes à soja em grão e 24,1% de farelo de soja.
Nesse sentido, ressalta-se que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+16,5%), carnes (+9,8%) e quedas nos grupos de sucos (-44,3%), complexo soja (-39,4%), sucroalcooleiro (-8%), café (-5,9%).
Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.
Principais destinos das exportações
UM China segue sendo o principal destino das exportações, com 20,5% de participação, adquirindo principalmente produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja.
UM União Europeia vem em seguida com fatia de 16,9%, ao passo que os EUA somaram 9,7%.
Participação no agro nacional

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 16,6% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,5%).
A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
*Sob supervisão de Victor Faverin
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