quarta-feira , 18 março 2026
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Ataque israelense à Teerã mata chefe da Segurança Nacional do Irã

Líder iraniano afirma que país defenderá dignidade e autoridade

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (17) que o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, foi morto em um ataque perto de Teerã durante a madrugada.

Pouco depois de Israel anunciar a morte, a conta de Larijani no X publicou uma nota manuscrita em homenagem aos marinheiros iranianos mortos em um ataque dos EUA, cujo funeral estava previsto para ocorrer nesta terça-feira.

As Forças Armadas de Israel também anunciaram a morte do general Gholam Reza Soleimani, líder da milícia Basij, grupo paramilitar voluntário da Guarda Revolucionária Islâmica. Elas informaram que Soleimani foi morto junto com seu vice, Rassem Qureshi, em um ataque em Teerã.

Segundo o Exército isralense, as mortes aconteceram durante bombardeios contra infraestruturas do regime em Teerã, Shiraz e Tabriz, com foco em quartéis-generais, locais de armazenamento de mísseis, drones e sistemas de defesa.

Demissão nos EUA

Nos Estados Unidos, o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, pediu demissão nesta terça-feira e criticou a guerra conduzida pelo governo de Donald Trump contra o Irã. Segundo ele, não é possível, “em sã consciência”, apoiar a ofensiva.

Em publicação nas redes sociais, Kent afirmou que o Irã “não representava uma ameaça iminente ao nosso país, e está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby nos Estados Unidos”.

Kent serviu nas Forças Especiais do Exército americano em missões no Iraque e também trabalhou na CIA, a Agência Central de Inteligência americana.

Em seu pedido de demissão, ele escreveu que “como veterano que foi enviado ao combate 11 vezes, não posso apoiar o envio da próxima geração para lutar e morrer em um conflito que não traz benefícios ao povo americano nem justifica o custo de vidas americanas”.

A demissão de Kent não era esperada em Washington. Questionado por jornalistas, Trump tentou não demonstrar surpresa. Chamou o ex-funcionário de fraco em segurança e afirmou que é bom que ele tenha saído, já que não considera o Irã uma ameaça.

*Com informações da Agência Reuters


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