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IBGE aponta efeito indireto da guerra no Oriente Médio sobre alimentos e combustíveis em abril

IBGE aponta efeito indireto da guerra no Oriente Médio sobre alimentos e combustíveis em abril

A alta dos combustíveis em abril voltou a influenciar os preços de alimentos no Brasil, de forma indireta, segundo avaliação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta terça-feira (12). De acordo com Fernando Gonçalves, gerente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o conflito envolvendo Estados Unidos e Israel no Oriente Médio afetou os combustíveis e, por consequência, o custo do frete e parte da inflação de alimentos.

No grupo de combustíveis, a gasolina subiu 1,86% em abril e teve a maior contribuição individual para o IPCA, com impacto de 0,10 ponto porcentual. O óleo diesel avançou 4,46%, o etanol aumentou 0,62% e o gás veicular recuou 1,24%. Na média, os combustíveis ficaram 1,80% mais caros no mês.

Segundo Gonçalves, o diesel tem efeito relevante sobre a cadeia de preços por ser o principal insumo do transporte rodoviário de cargas. “A alta no diesel impacta no custo do frete. Os combustíveis ficando mais caros acabam influenciando o preço do frete”, afirmou o pesquisador do IBGE.

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No caso dos alimentos para consumo no domicílio, os preços subiram 1,64% em abril, no quinto avanço mensal consecutivo. Entre os principais aumentos registrados pelo IBGE estão cenoura, com alta de 26,63%, leite longa vida, com 13,66%, cebola, com 11,76%, tomate, com 6,13%, e carnes, com 1,59%.

Além do encarecimento do transporte, o pesquisador informou que parte da pressão nos alimentos também decorreu de restrição de oferta em alguns produtos. O IBGE não detalhou, no material disponível, a participação individual do frete e da oferta em cada item alimentício.

A leitura técnica do IBGE indica que a pressão inflacionária de abril combinou fatores externos, como o encarecimento dos combustíveis, e fatores internos, como menor oferta de alimentos. Para os próximos meses, a evolução desses preços dependerá do comportamento internacional do petróleo e das condições de abastecimento no mercado doméstico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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