O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou nesta quarta-feira (13), em Brasília, do 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). No evento, o ministro afirmou que o governo trabalha na formulação do próximo Plano Safra com foco em crédito, endividamento rural e garantias ao produtor, além de defender a solidez do sistema brasileiro de defesa agropecuária.
O congresso reuniu produtores, especialistas, empresas e autoridades para discutir temas como cenário econômico, biotecnologia, sustentabilidade, seguro rural, armazenagem e logística. Durante o painel sobre transformação da agricultura, André de Paula destacou a prorrogação de prazos relacionados à exigência do Programa de Regularização Ambiental para concessão de crédito rural com recursos equalizados ou controlados no âmbito do Plano Safra.
Segundo o ministro, a equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atua para estruturar um programa compatível com as demandas do setor. Entre os pontos citados por ele estão juros “que caibam no bolso do produtor rural”, enfrentamento do endividamento e fortalecimento do fundo garantidor.
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No mesmo debate, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ressaltou o avanço do etanol de milho. Ele afirmou que a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% está em encaminhamento e destacou também a produção de DDG, coproduto usado na ração animal.
Os números do setor ajudam a dimensionar o debate. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de milho 2025/2026 foi estimada em 139,5 milhões de toneladas, com exportações próximas de 47 milhões de toneladas e consumo interno em torno de 95 milhões de toneladas. No etanol de milho, o país tem 58 usinas, com produção estimada em 10 bilhões de litros e 5 milhões de toneladas de DDG. A produção de sorgo na safra 2025/2026 foi estimada em 7,47 milhões de toneladas.
Ao tratar das exportações, André de Paula afirmou que o sistema de defesa agropecuária do Brasil segue “sólido, robusto e acreditado”, mesmo após a retirada temporária do país da lista de autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para a União Europeia.
A discussão no congresso indica que o próximo ciclo do Plano Safra e a manutenção do acesso a mercados externos devem concentrar parte das negociações do setor nas próximas semanas, com atenção especial a crédito, garantias e exigências sanitárias.
Fonte: gov.br
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