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Bolsas de Nova York caem com pressão sobre tecnologia e alta dos Treasuries

Bolsas de Nova York abrem em queda após reunião entre Trump e Xi sem novos acordos

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira (15), pressionadas principalmente pelas ações de tecnologia, pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelo aumento da cautela global diante do cenário geopolítico. O movimento ocorreu após o fim da cúpula entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, sem anúncios econômicos concretos de maior alcance.

O índice Dow Jones recuou 1,07%, aos 49.526,17 pontos. O S&P 500 caiu 1,24%, a 7.408,50 pontos. Já a Nasdaq perdeu 1,54%, a 26.225,14 pontos. No acumulado da semana, as variações foram mais limitadas: queda de 0,16% no Dow, alta de 0,13% no S&P 500 e baixa de 0,08% na Nasdaq.

Entre os principais vetores do pregão, o setor de tecnologia concentrou as maiores perdas. Intel caiu 6%, Advanced Micro Devices (AMD) recuou 5,7%, Micron Technology perdeu 6,6% e Nvidia cedeu 4,4%. A Cerebras Systems caiu 10%, após forte valorização na véspera. Em direção oposta, o setor de energia avançou com a alta do petróleo, que voltou a se aproximar de US$ 110 por barril. ExxonMobil subiu 4% e Chevron ganhou 2,3%.

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No campo político e comercial, Trump afirmou que a China comprará aviões e soja dos Estados Unidos, mas negou conversas sobre tarifas. A diplomacia chinesa contestou essa versão. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que os dois países concordaram em ampliar o comércio bilateral dentro de uma estrutura de redução tarifária recíproca.

Segundo analistas do Charles Schwab, a reação negativa do mercado refletiu a ausência de avanços sobre o Irã e o receio de nova intensificação do conflito no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, após uma semana de inflação acima do esperado nos Estados Unidos, os juros dos Treasuries avançaram e o mercado passou a precificar nova elevação da taxa básica neste ano, conforme dados do CME Group.

Para os mercados globais, o foco de curto prazo permanece dividido entre política monetária nos Estados Unidos, negociações comerciais com a China e risco geopolítico. No caso das commodities agrícolas, declarações sobre compras chinesas de soja ainda dependem de detalhamento oficial para indicar efeito prático sobre fluxo comercial e preços.

Fonte: Estadão Conteúdo

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