O governo de Minas Gerais assinou, na sexta-feira (15), o decreto que institui a Política Estadual de Desenvolvimento Agrícola da Região Central Mineira. A medida foi anunciada durante a abertura da 81ª Expo Curvelo, em Curvelo (MG), e tem como base estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a proposta busca integrar produção agropecuária e agroindustrial, infraestrutura logística, tecnologia e sustentabilidade ambiental.
De acordo com a Seapa, o decreto também prevê a criação da Câmara Técnica da Região Central Mineira (CT-Central), no âmbito do Conselho Estadual de Política Agrícola (Cepa). O objetivo é reunir governo, pesquisa e setor produtivo para definir ações estratégicas para a região. Participam da estrutura a Embrapa Milho e Sorgo, a própria Seapa, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e o Sistema Faemg/Senar.
A fundamentação técnica da iniciativa está no estudo “Movimento Central Mineira: a nova fronteira agropecuária e agroindustrial do Brasil”, elaborado pela Embrapa Milho e Sorgo. O documento aponta aptidão territorial para cadeias de valor ligadas a grãos e proteína animal, além de indicar oportunidades em pesquisa, financiamento, assistência técnica, transferência de tecnologia, inclusão produtiva e planejamento territorial.
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Durante o anúncio, o secretário de Agricultura de Minas Gerais, Thales Fernandes, afirmou que a produção de grãos no estado cresceu 61% na última década. Segundo ele, o avanço pode abrir espaço para novas atividades, como etanol de cereais, produção de DDG, recuperação de pastagens degradadas, ampliação da suinocultura e do confinamento.
O presidente do Sistema Faemg/Senar, Antônio Pitangui de Salvo, destacou a necessidade de diagnóstico técnico das aptidões regionais para orientar reformas de pastagens e implantação de culturas, com menção ao sorgo como alternativa produtiva. Já a Embrapa informou que o trabalho usa inteligência territorial estratégica e governança multissetorial para delimitar a nova fronteira agropecuária e agroindustrial.
O texto disponível não informa o número do decreto nem detalha metas, prazos e orçamento da política.
Na prática, a nova política cria uma base institucional para organizar ações públicas e privadas na Região Central Mineira. O alcance efetivo para produtores, cooperativas e agroindústrias dependerá da regulamentação das medidas, da definição de prioridades e da execução dos projetos previstos no planejamento técnico.
Fonte: embrapa.br
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