O Ministério de Portos e Aeroportos adiou a estimativa para a realização do leilão da hidrovia do Rio Paraguai do segundo semestre de 2026 para o primeiro semestre de 2027. A nova previsão foi apresentada pelo secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, durante atualização da agenda de leilões do setor. Em janeiro deste ano, a expectativa oficial ainda era de que o certame e a publicação do edital ocorressem em 2026.
A mudança de cronograma altera uma previsão anunciada anteriormente pelo então ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, hoje deputado pelo Republicanos da Paraíba. Na ocasião, o governo indicava que o edital do leilão também seria publicado ainda neste ano.
Na nova apresentação, Otto Burlier afirmou que a equipe técnica segue trabalhando para viabilizar o remate. Até o momento, o conteúdo apresentado não detalha novo prazo para publicação do edital, nem informa mudanças sobre modelagem, investimentos previstos ou regras operacionais da concessão.
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Segundo informações já divulgadas pela Broadcast, o adiamento era considerado um risco por técnicos do setor. A avaliação estava associada à insegurança jurídica após a revogação do Decreto nº 12.600/25 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse movimento, de acordo com a apuração citada, passou a ser visto como um fator de incerteza para a agenda de concessões de hidrovias no país.
Para o setor produtivo, a definição de cronograma em projetos hidroviários é acompanhada por seu efeito potencial sobre planejamento logístico, capacidade de escoamento e custos de transporte, especialmente em corredores que atendem cargas de granéis. No entanto, com as informações disponíveis até agora, ainda não há base técnica suficiente para quantificar impactos sobre frete, oferta de navegação ou competitividade regional.
A hidrovia do Rio Paraguai integra uma rota estratégica para a navegação interior e seu leilão vem sendo acompanhado por agentes de infraestrutura, transporte e cadeias exportadoras. A postergação indica que a fase de estruturação regulatória e jurídica ainda não foi concluída.
O avanço do projeto dependerá da consolidação da segurança jurídica e da definição dos próximos marcos formais, como edital e cronograma oficial do certame. Sem esses elementos, não é possível projetar com precisão os efeitos operacionais e econômicos da concessão.
Fonte: Estadão Conteúdo
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