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AIE alerta para risco no mercado de petróleo entre julho e agosto

Japão prorroga redução de exigência de estoques privados de petróleo até 15 de junho

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou nesta quinta-feira (21), em Londres, que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto. Segundo ele, o cenário combina interrupção das exportações do Oriente Médio, redução dos estoques e aumento sazonal do consumo de combustíveis no verão do Hemisfério Norte. O alerta foi feito durante evento na Chatham House.

De acordo com Birol, mais de 14 milhões de barris por dia foram retirados do mercado no Oriente Médio em meio à guerra envolvendo o Irã e ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. O dirigente classificou o episódio como a maior crise energética já registrada em termos de volume afetado.

A AIE informou que vem liberando entre 2,5 milhões e 3 milhões de barris por dia ao mercado, no que descreve como o maior uso coordenado de reservas estratégicas da história. Além disso, a agência citou a liberação acumulada de 400 milhões de barris e o uso de estoques comerciais como fatores que amorteceram o choque inicial de oferta.

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Mesmo assim, Birol afirmou que esse mecanismo não resolve o problema estrutural. Segundo ele, os estoques estão em queda no momento em que a demanda por combustíveis começa a subir. A principal condição para normalização, de acordo com a AIE, é a reabertura total e incondicional do Estreito de Ormuz.

O diretor também afirmou que a recuperação da produção e da capacidade de refino no Oriente Médio tende a ser lenta e desigual. Ele citou Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos como países com maior capacidade financeira e tecnológica para acelerar a retomada, enquanto apontou o Iraque como ponto de maior vulnerabilidade, pela dependência das receitas do petróleo e pela baixa capacidade de armazenamento.

Para o agronegócio, o quadro exige monitoramento do mercado internacional de energia, já que oscilações no petróleo podem influenciar diesel, transporte e custos operacionais. O impacto sobre preços internos, porém, dependerá da evolução da crise, do câmbio e das políticas de abastecimento.

Até o momento, a AIE indica risco elevado para o equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo, mas não apresentou uma data para normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz. Sem reabertura da rota e recomposição dos estoques, a agência sinaliza manutenção da pressão sobre o mercado de energia nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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