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Relatório eleva gasto previdenciário e revisa Selic, câmbio e inflação para 2026

Relatório eleva gasto previdenciário e revisa Selic, câmbio e inflação para 2026

O segundo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas de 2026, divulgado nesta sexta-feira (22) pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, revisou para cima a previsão de gastos com benefícios previdenciários e alterou estimativas de indicadores macroeconômicos. O documento elevou em R$ 11,8 bilhões a despesa previdenciária prevista para o ano e atualizou projeções para Selic, câmbio, inflação e preço do petróleo, variáveis acompanhadas por agentes do setor produtivo.

Segundo o relatório, a estimativa de gastos com benefícios previdenciários passou de R$ 1,124 trilhão, prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA), para R$ 1,136 trilhão. Já a projeção para pessoal e encargos sociais foi reduzida de R$ 457,6 bilhões para R$ 454,1 bilhões. Os valores para precatórios e sentenças judiciais foram mantidos em R$ 45,3 bilhões.

Pelo lado das receitas, a previsão com royalties caiu R$ 4,6 bilhões, de R$ 177,1 bilhões para R$ 172,5 bilhões. As receitas com dividendos de estatais subiram de R$ 54,6 bilhões para R$ 55,4 bilhões. As concessões tiveram ajuste de R$ 6,5 bilhões para R$ 6,6 bilhões.

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No cenário macroeconômico, a projeção para a taxa Selic acumulada em 2026 subiu de 13,53% para 13,96%. O câmbio médio estimado para o ano recuou de R$ 5,32 para R$ 5,16 por dólar. O preço médio do barril de petróleo no mercado internacional avançou de US$ 73,09 para US$ 91,25.

As estimativas de inflação também foram elevadas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,74% para 4,49%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu de 3,76% para 4,57%. A projeção para a massa salarial nominal foi de 10,32% para 10,38%.

Para o agronegócio, esses parâmetros servem de referência para custo de capital, financiamento, formação de preços e despesas com energia, fertilizantes, combustíveis e frete. A alta do petróleo e dos índices de inflação, por exemplo, tende a ser acompanhada de perto por produtores, cooperativas e agroindústrias.

O relatório não detalha, neste recorte, impactos setoriais específicos sobre o agro. Ainda assim, a combinação de juros projetados em nível elevado, inflação mais alta e petróleo revisado para cima reforça a necessidade de monitoramento das condições de crédito, dos custos operacionais e das margens das cadeias produtivas ao longo de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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