A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) defendeu, nesta segunda-feira (25), a adoção de tratamento diferenciado da União para os produtores rurais gaúchos. Em nota, a entidade afirmou que o setor agrícola do estado enfrenta uma crise marcada por endividamento, custos elevados de produção, dificuldade de acesso ao crédito, juros incompatíveis com a atividade rural, concorrência com produtos importados e perdas causadas por eventos climáticos.
Segundo a federação, os efeitos acumulados nos últimos anos reduziram a capacidade produtiva e comprimiram a renda dos agricultores no Rio Grande do Sul. De acordo com a entidade, o impacto é mais intenso sobre os produtores de arroz, segmento com peso relevante na agropecuária gaúcha e no abastecimento nacional.
O posicionamento foi assinado pelo presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes. Na nota, a entidade sustenta que a realidade do estado difere da observada em outras regiões do país e, por isso, requer medidas específicas por parte do governo federal. Entre os pontos citados estão o passivo financeiro dos produtores, o custo de produção elevado e as restrições de financiamento em um ambiente de juros considerados inadequados para o ciclo da atividade rural.
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A federação também relaciona a pressão competitiva de produtos importados ao cenário enfrentado pelos agricultores gaúchos. Embora a nota não detalhe volumes, preços ou mercados de origem, a menção indica preocupação com a competitividade da produção local em um contexto de margens mais estreitas.
Outro fator apontado pela entidade são as perdas provocadas por eventos climáticos, que vêm afetando a produção agropecuária no estado. O texto divulgado não informa estimativas de prejuízo, área atingida ou impacto por cultura, o que limita uma mensuração mais precisa do alcance econômico do problema.
A Federarroz informou ainda acompanhar a tramitação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que prevê a criação de uma linha especial de financiamento para produtores rurais. Segundo a entidade, a proposta faz parte do conjunto de instrumentos necessários para manter milhares de produtores no campo.
O posicionamento da Federarroz reforça a pressão do setor por medidas de crédito e apoio financeiro ajustadas à situação do Rio Grande do Sul. Sem detalhamento oficial sobre prazos, valores ou condições específicas das medidas defendidas, a evolução do tema dependerá do andamento legislativo e de eventuais decisões do governo federal.
Fonte: Estadão Conteúdo
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