Os portos do Arco Norte consolidaram em 2025 sua posição como principal corredor de entrada de adubos e fertilizantes no país e como rota central para o escoamento de milho e soja em grãos. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), durante o lançamento do Anuário Agrologístico 2026 – Volume 3. Segundo a estatal, o movimento reflete investimentos em infraestrutura, redução de distâncias e maior uso do frete de retorno.
Em 2025, o Arco Norte internalizou 13,36 milhões de toneladas de fertilizantes, acima das 10,89 milhões de toneladas desembarcadas em Paranaguá. De acordo com a Conab, a mudança começou em 2024 e se consolidou no ano passado. Entre 2021 e 2025, as importações de fertilizantes pelos portos da região cresceram 62,7%, enquanto Paranaguá registrou variação de -0,8% no período.
Entre os portos do complexo, Itaqui (MA) respondeu por 34% do volume regional de fertilizantes, Santarém (PA) por 22% e Salvador (BA) por 21%, com destaque para o atendimento ao Matopiba. Segundo a Conab, o avanço está associado à proximidade com áreas produtoras de grãos e fibras e ao uso do frete de retorno, no qual os caminhões seguem aos portos com grãos e retornam com insumos.
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No escoamento externo, as exportações de grãos pelos portos do Arco Norte subiram de 36,56 milhões de toneladas em 2021 para 58,06 milhões em 2025, alta de 59%, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Itaqui passou de 11,55 milhões para 20,14 milhões de toneladas no período. Em Itacoatiara (AM), o volume avançou de 3,83 milhões para 11,02 milhões de toneladas.
Na soja, o Brasil exportou 108,18 milhões de toneladas em 2025, e 36,2% saíram pelo Arco Norte. No milho, foram 40,98 milhões de toneladas, com 48% do total embarcado pela região. A Conab também apontou recuo nos embarques de milho do Matopiba por Itaqui, de 5,57 milhões de toneladas em 2023 para 1,41 milhão em 2025, movimento associado ao maior consumo doméstico para etanol de milho no Nordeste.
A Conab avalia que a consolidação do Arco Norte depende da ampliação integrada de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e estações de transbordo. O estudo indica ganho logístico para grãos e fertilizantes, mas também registra que a expansão dessas rotas exige monitoramento sobre efeitos territoriais e ambientais. A íntegra do Anuário Agrologístico 2026 – Volume 3 será publicada ainda nesta semana no site da estatal.
Fonte: gov.br
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