O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,62% em maio, após alta de 0,89% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (27). Com o resultado, a prévia da inflação acumula avanço de 3,02% no ano e de 4,64% em 12 meses. O dado mostra desaceleração mensal, mas indica aceleração no acumulado em 12 meses frente aos 4,37% registrados até abril.
A leitura de maio ficou acima do centro da meta de inflação e também superou a comparação anual do mês anterior. A mediana das estimativas apurada pelo Projeções Broadcast apontava alta de 0,56% no mês e de 4,59% em 12 meses, o que mostra que o resultado veio acima do esperado pelo mercado.
Entre os grupos pesquisados, alimentação e bebidas subiram 1,38% em maio, após avanço de 1,46% em abril. Segundo o IBGE, esse grupo respondeu por 0,30 ponto porcentual do IPCA-15 do mês, a maior contribuição individual para o índice.
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Dentro desse conjunto, a alimentação no domicílio avançou 1,73%, ante 1,77% em abril. Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,51%, abaixo dos 0,70% observados no mês anterior. O comportamento desses preços é acompanhado de perto pelo setor agropecuário porque influencia o consumo interno de alimentos, a formação de margens na cadeia e a percepção sobre custos ao consumidor.
Na direção oposta, o grupo transportes caiu 0,33% em maio, depois de alta de 1,34% em abril, com contribuição negativa de 0,07 ponto porcentual. Os combustíveis recuaram 1,47% no período. A gasolina caiu 1,32%, após alta de 6,23% em abril, e o etanol recuou 2,73%, depois de avanço de 2,17%.
Para o agro, o resultado combina dois vetores relevantes: alimentos ainda pressionando a inflação ao consumidor e combustíveis em queda, movimento que pode aliviar parte dos custos logísticos e operacionais, a depender da duração desse comportamento nos próximos levantamentos.
Os dados de maio indicam que a desaceleração do índice cheio não eliminou a pressão dos alimentos no varejo. Sem detalhamento adicional sobre itens específicos nesta prévia, a extensão desse movimento para as cadeias agropecuárias dependerá da composição dos próximos relatórios do IBGE e da evolução dos preços de energia, frete e consumo das famílias.
Fonte: Estadão Conteúdo
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