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Brasil e Suriname tratam de exportações agropecuárias e cooperação sanitária

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Os ministros da Agricultura do Brasil e do Suriname se reuniram nesta terça-feira (26) para discutir a ampliação do comércio agropecuário bilateral e ações de cooperação técnica e sanitária entre os dois países. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a agenda incluiu exportações de proteínas animais, material genético, defesa fitossanitária e regularização de operações com arroz brasileiro. O encontro ocorreu em meio ao avanço do intercâmbio comercial entre os dois mercados.

De acordo com o Mapa, o ministro André de Paula recebeu o ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca do Suriname, Mike Noersalim, para tratar de temas comerciais e sanitários. Entre os pontos discutidos, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luis Rua, informou que o Brasil aguarda retorno do Suriname sobre propostas de certificados sanitários para exportação de carnes e sobre os requisitos para envio de pintos de um dia.

A pauta também incluiu genética agropecuária, introdução de cultivares de maracujá adaptadas ao clima local, importações de arroz brasileiro e desafios logísticos para o transporte de produtos do setor. Segundo o ministério, o histórico de cooperação entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Suriname envolve áreas como cana-de-açúcar, arroz, cacau, pecuária e agricultura sustentável.

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Na área fitossanitária, as delegações destacaram a formalização de um termo de cooperação técnica para controle e erradicação da mosca-da-carambola, praga quarentenária que afeta frutas como manga, goiaba, carambola e cítricos. O tema tem relação direta com vigilância de fronteira, monitoramento e prevenção de perdas produtivas e restrições comerciais.

O Suriname também relatou preocupação com a vassoura-de-bruxa da mandioca, doença que reduz o desenvolvimento das plantas e compromete a produtividade. O país manifestou interesse em ampliar a cooperação com o Brasil em pesquisa, monitoramento fitossanitário, manejo integrado e estratégias de contenção.

Segundo dados apresentados pelo Mapa, o comércio bilateral agropecuário passou de US$ 26,7 milhões em 2016 para cerca de US$ 54,9 milhões em 2025. Em 2025, os principais embarques brasileiros para o Suriname foram carne de frango in natura, com US$ 7,7 milhões, preparações de carne, com US$ 3,2 milhões, e óleo de soja refinado, com US$ 2 milhões.

Os temas discutidos indicam uma agenda concentrada em acesso a mercado, defesa sanitária e cooperação técnica. O avanço das tratativas dependerá do andamento dos certificados sanitários, da definição de requisitos de importação e da execução das medidas de vigilância e pesquisa entre os dois países, conforme as informações oficiais disponíveis.

Fonte: gov.br

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