Os preços médios do etanol hidratado recuaram em 20 estados e no Distrito Federal na semana passada, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta segunda-feira (1º). No período, o valor médio nacional caiu 1,17% nos postos pesquisados, para R$ 4,22 por litro. O movimento foi acompanhado por estabilidade em dois estados e alta em outros quatro.
Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor do biocombustível, o preço médio caiu 2,08%, para R$ 3,93 por litro. Entre os estados com alta, o maior avanço porcentual foi registrado no Amapá, de 2,40%, com preço médio de R$ 5,98 por litro. Também houve elevação no Maranhão, de 0,19%, para R$ 5,17; em Minas Gerais, de 0,24%, para R$ 4,23; e no Pará, de 0,20%, para R$ 5,13.
O menor preço encontrado em um posto foi de R$ 2,95 por litro, em São Paulo. O maior valor individual da semana foi de R$ 6,39 por litro, na Bahia. No recorte por médias estaduais, São Paulo teve o menor preço médio, de R$ 3,93, enquanto o Amapá registrou o maior, de R$ 5,98.
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Na comparação com a gasolina, a ANP apontou que o etanol foi mais competitivo em sete estados e no Distrito Federal. Na média nacional, a paridade ficou em 63,75%, nível considerado favorável ao etanol frente ao derivado de petróleo. Os porcentuais foram de 68,03% na Bahia, 62,73% no Distrito Federal, 66,23% em Goiás, 60,09% em Mato Grosso, 63,38% em Mato Grosso do Sul, 67,25% em Minas Gerais, 64,54% no Paraná e 60,74% em São Paulo.
Esse indicador é acompanhado de perto pelo setor sucroenergético porque ajuda a medir a atratividade do biocombustível no consumo e sua posição relativa no mercado de combustíveis. O levantamento divulgado não detalha, porém, fatores adicionais de oferta, demanda ou distribuição que expliquem as variações regionais da semana.
Os dados da ANP mostram um ambiente de preços mais baixos no curto prazo e manutenção da competitividade do etanol em parte relevante do mercado. Segundo agentes do setor citados no levantamento, o biocombustível pode seguir atrativo mesmo com paridade superior a 70%, a depender da eficiência do veículo utilizado. Sem informações adicionais sobre produção, estoques e logística na semana, não é possível projetar com precisão o comportamento dos preços nas próximas rodadas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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