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Dólar sobe 1,14% e fecha a R$ 5,0668 com tensão no Oriente Médio

Fazenda afirma que quadro fiscal ajuda a mitigar efeitos da guerra na economia

O dólar à vista subiu 1,14% nesta quarta-feira (3) e encerrou o pregão a R$ 5,0668, maior valor de fechamento desde 8 de abril, quando terminou a R$ 5,1029. O movimento acompanhou o fortalecimento da moeda americana no exterior, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, à alta do petróleo e à cautela dos investidores na véspera do feriado de Corpus Christi no Brasil.

Ao longo da sessão, a moeda chegou à máxima de R$ 5,0902. Segundo os dados do mercado, o real teve desempenho mais fraco do que outras divisas emergentes, em um ambiente de redução de posições em bolsa e busca por proteção cambial. No início de junho, o dólar passou a acumular alta de 0,47%, após avanço de 1,82% em maio. No ano, porém, ainda há recuo de 7,69%.

No exterior, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia cerca de 0,30% no fim da tarde, ao redor de 99,500 pontos. O movimento foi reforçado por indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos acima do esperado, como os relatórios Jolts e ADP, que elevaram a expectativa em torno da política monetária do Federal Reserve.

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As cotações do petróleo também avançaram. O contrato do Brent para agosto fechou em alta de 1,89%, a US$ 97,81 por barril, em meio ao aumento das incertezas sobre o Oriente Médio e sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento de cerca de 20% da produção global de petróleo.

Para o setor agropecuário, a combinação de câmbio mais alto e petróleo em valorização exige atenção. O dólar influencia a receita de exportações de commodities, mas também afeta o custo de insumos dolarizados, como fertilizantes e defensivos. Já o petróleo tem reflexo sobre combustíveis, frete e logística, itens relevantes para o escoamento da produção.

No comércio exterior, o noticiário também incluiu a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de tarifas de 25% sobre parte dos produtos brasileiros a partir do dia 15, além da proposição de uma nova tarifa de 12,5% no âmbito de investigação comercial. O conteúdo disponível não detalha quais produtos do agro podem ser diretamente alcançados pelas medidas.

O comportamento do câmbio seguirá condicionado à evolução do conflito no Oriente Médio, aos próximos dados da economia dos Estados Unidos e à percepção de risco global. Para produtores e agentes das cadeias exportadoras, o cenário exige monitoramento de câmbio, petróleo e eventuais desdobramentos tarifários sobre produtos brasileiros.

Fonte: Estadão Conteúdo

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