O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista ao portal Uol, que a regra fiscal não será alterada nem terá exceções por causa da guerra no Irã. Segundo ele, medidas para conter a alta dos preços dos combustíveis poderão ser renovadas enquanto houver efeitos do conflito, mas sem caráter permanente. O ministro também disse que pretende cumprir a meta fiscal já estabelecida.
Na entrevista, Durigan declarou que não usará o cenário de guerra como justificativa para flexibilizar a regra fiscal. Segundo o ministro, a condução da política econômica seguirá as metas anteriores ao conflito. Ele também afirmou que há ações em andamento para fortalecer a integração entre política fiscal e monetária.
No caso dos combustíveis, Durigan disse que as medidas de contenção de preços poderão ser mantidas enquanto persistirem os efeitos da guerra. Ele ressaltou, porém, que a renovação será feita com cautela para evitar que iniciativas emergenciais se tornem permanentes. O ministro não detalhou, na entrevista citada, quais instrumentos poderão ser renovados, nem apresentou estimativas de custo fiscal.
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A sinalização tem relevância para o setor agropecuário porque combustíveis têm peso direto no transporte de insumos, na operação de máquinas e na logística de escoamento da produção. Em um ambiente de conflito internacional, oscilações no petróleo e derivados podem alterar custos ao longo das cadeias agrícolas e pecuárias.
Durigan também afirmou que os juros seguem elevados por fatores externos, e não por gastos públicos. Segundo ele, a taxa Selic em patamar alto é motivo de insatisfação tanto dele quanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o agronegócio, o nível dos juros influencia o custo do crédito, o capital de giro, o financiamento da produção e as decisões de investimento.
Na mesma entrevista, o ministro disse que o novo Desenrola já beneficiou mais de 6 milhões de pessoas até a manhã desta terça-feira (9). Pelos números apresentados, 4 milhões saíram do cadastro negativo, 1,1 milhão quitaram dívidas à vista e 1,7 milhão de dívidas foram renegociadas. As regras citadas incluem desconto de até 90% sobre dívidas antigas e taxa máxima de 1,99% ao mês.
Até o momento, a sinalização oficial é de manutenção da regra fiscal e de eventual renovação temporária de medidas ligadas aos combustíveis. Como o ministro não detalhou prazos, instrumentos e impacto orçamentário das ações, o efeito prático sobre custos e crédito ainda depende de definições adicionais da equipe econômica.
Fonte: Estadão Conteúdo
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