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Durigan diz que sanções dos EUA ao Pix afetariam mais bancos do que o sistema

Juros longos sobem com revisão para Selic e proposta tarifária dos EUA

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (9) que eventuais sanções dos Estados Unidos contra o Pix tenderiam a atingir mais diretamente as instituições financeiras do que o sistema de pagamentos em si. Em entrevista ao UOL, ele disse que o tema está sendo acompanhado pelo governo brasileiro no contexto das investigações conduzidas pelos norte-americanos com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Durigan também mencionou a preocupação com uma possível nova rodada de tarifas sobre bens brasileiros.

Segundo o ministro, o risco de sanções ao Pix não está descartado, mas os estudos feitos pelo governo indicam que medidas desse tipo, se adotadas, tenderiam a recair sobre agentes financeiros específicos. Durigan alertou ainda para a possibilidade de criação de lacunas no sistema financeiro, com eventual exclusão de instituições alvo de restrições.

O Ministério da Fazenda informou que as autoridades brasileiras vêm prestando esclarecimentos aos Estados Unidos sobre os pontos investigados, entre eles o desmatamento e os efeitos concorrenciais do Pix. Durigan também afirmou que o Brasil busca manter tratativas setoriais na área comercial para evitar uma punição ampla ao país.

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No momento, não foram detalhados pelos governos brasileiro e norte-americano quais produtos poderiam ser atingidos por eventual tarifa adicional, nem os percentuais em discussão. Essa ausência de informação impede medir, por enquanto, o alcance econômico sobre setores específicos.

Para o agronegócio e a agroindústria, o tema entra no radar porque uma ampliação de barreiras comerciais dos EUA sobre bens brasileiros pode afetar a competitividade de cadeias exportadoras, dependendo dos itens alcançados, dos volumes negociados e do custo adicional gerado pela medida. Como a investigação também cita desmatamento, o debate tem potencial de repercussão sobre segmentos ligados à produção e ao comércio exterior.

Até esta terça-feira (9), o foco das declarações de Durigan esteve na tentativa de diferenciar o funcionamento do Pix do risco regulatório direcionado a instituições e na defesa de negociação para reduzir a possibilidade de medidas comerciais mais amplas.

Sem a definição oficial sobre setores, alíquotas e alcance das medidas em análise nos Estados Unidos, ainda não há base técnica para projetar o impacto efetivo sobre exportações brasileiras. O cenário dependerá do desdobramento da investigação da Seção 301 e das negociações bilaterais em curso.

Fonte: Estadão Conteúdo

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