Estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado nesta quinta-feira (18), aponta o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como agente central na estruturação da bioeconomia sustentável na Amazônia. Segundo o material, o Banco combina financiamento, inovação e inclusão produtiva em iniciativas voltadas à sociobiodiversidade e ao desenvolvimento regional.
De acordo com a publicação Production Transformation Policy Review: Spotlight on Bioeconomy for Sustainable Development in the Amazon Region (Brazil), a bioeconomia vem ganhando espaço como modelo de desenvolvimento associado a crescimento econômico, preservação ambiental e redução de desigualdades. No caso brasileiro, o estudo cita a Estratégia Nacional de Bioeconomia, lançada em 2024, e a atuação do país na Iniciativa do G20 sobre o tema.
O levantamento também destaca o Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Desde a retomada da governança, em 2023, a média anual de aprovações de projetos passou de cerca de R$ 300 milhões para R$ 1,3 bilhão, segundo o conteúdo divulgado. Ao completar 18 anos, o fundo soma R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados, com alcance informado de mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e cerca de 260 mil pessoas na Amazônia Legal.
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Entre os projetos citados estão o Restaura Amazônia, com R$ 450 milhões para recuperação de áreas degradadas até 2030; o Amazônia na Escola, com até R$ 336 milhões para integrar a produção de agricultores familiares ao abastecimento da rede pública de ensino; o Sanear Amazônia, com R$ 150 milhões para ampliar o acesso à água potável e atender mais de 4.600 famílias rurais; e o Coopera, com R$ 107 milhões destinados ao fortalecimento de cerca de 50 cooperativas e 6.400 produtores.
O material também informa que o projeto Amazônia Viva, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mobiliza R$ 96 milhões para apoiar organizações produtivas. Já a chamada pública para cadeias de valor sustentáveis reúne mais de R$ 160 milhões e atende mais de 25 mil pessoas. Outros projetos estruturantes somam mais de R$ 340 milhões, com foco em assistência técnica, agregação de valor e articulação territorial.
Segundo a OCDE, instrumentos de longo prazo como o Fundo Amazônia serão relevantes para ampliar investimentos em restauração, infraestrutura sustentável, conectividade e fortalecimento de pequenos produtores. O material divulgado, no entanto, não detalha prazos de execução de todos os projetos nem apresenta estimativas consolidadas de retorno econômico para cada cadeia produtiva apoiada.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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