segunda-feira , 16 março 2026
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Ausência de Fávaro na COP30 foi oportunidade perdida, critica secretário do CAL

secretario executivo CAL

No Diário da COP30, quadro do Canal Rural veiculado diretamente da AgriZone, espaço na Cúpula dedicado a soluções agropecuárias sustentáveis, o secretário executivo do Consórcio Amazônia Legal (CAL), Marcelo Brito, considerou que o evento serviu para o mundo finalmente enxergar que a agricultura é uma ferramenta de solução climática e não um problema.

Para ele, desde que se aplique boas práticas ambientais no campo, embasadas na ciência trazida pela Embrapa e demais instituições de pesquisa, o produtor rural se transforma em agente de combate às mudanças climáticas.

Contudo, como ponto negativo do encontro sediado em Belém, Brito criticou a ausência do ministro da Agricultura (Mapa)Carlos Fávaro, em dias focados na negociação entre as partes.

“Lamento apenas que o governo, na figura do ministro da Agricultura, não tenha participado tanto da COP30. Senti muita falta do ministro da Agricultura na semana passada porque foi quando estavam presentes os presidentes, ministros e CEOs de grandes empresas, ou seja, os donos da política e do capital mundial estavam presentes e a ausência do Fávaro foi uma oportunidade perdida, mas é possível revertê-la”, ressaltou.

Apesar disso, o secretário executivo disse que o saldo para o setor superou as expectativas. “Diziam que a COP30 seria um tiro no pé do agro brasileiro, mas o Brasil conseguiu mostrar a qualidade e competência desse setor essencial à nossa economia para mais de 160 países de uma só vez”, destacou.

Para ele, nunca se falou tanto da Amazônia como nos dois últimos anos que antecederam a COP30. “O principal legado (da Cúpula) é a sociedade ter inserido a Amazônia no Brasil e o Brasil na Amazônia.”

Mediando o encontro, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues enfatizou que nas COPs anteriores o agronegócio era um elemento secundário, mas nesta edição foi o protagonista. Em complemento, o diretor da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), José Carlos Fonseca, afirmou que no passado, em muitas ocasiões, o agro se escondia das discussões ambientais.

“Isso acontecia por vontade própria ou pelo setor ser cobrado de maneira excessivamente rigorosa, mas, dessa vez, viemos assumir a dianteira, mostrar a cara”, disse.

*O Canal Rural entrou em contato com o Mapa para responder à crítica sobre a ausência de Fávaro na COP30 semana passada, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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