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Brasil pode ampliar exportação ao mercado europeu em 543 produtos, diz ApexBrasil

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Foto: Freepik

O Brasil pode ampliar exportação à União Europeia em 543 produtos com o acordo entre Mercosul e União Europeia, mostra levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O diagnóstico da autarquia aponta oportunidades para o país ampliar presença no mercado europeu em produtos com desgravação tarifária imediata na entrada em vigor do acordo.

Juntos, esses 543 produtos representam US$ 43,9 bilhões em importações anuais pelo bloco europeu entre 2020 e 2024, montante do qual US$ 1,1 bilhão é proveniente do Brasil. “Considerando as oportunidades, 244 produtos são de abertura, casos em que o Brasil não tem participação significativa, mas é competitivo mundialmente nas exportações do produto”, observou a Apex.

Entre os produtos, há oportunidade de ampliação das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos de transporte (motores para geração de energia, motores de pistão para veículos, bombas para combustíveis, autopeças, avião, compressores para equipamentos frigoríficos, cita a Apex, mercado no qual a participação brasileira nas importações da UE é de 1,5%.

O estudo mostra também oportunidade em produtos como partes para calçados, óculos de sol, indicadores de velocidade e joias de ouro ou prata, hoje 16% do importado pela UE nesses produtos provém do Brasil. Além disso, a Apex menciona o potencial para o Brasil ampliar as exportações de artigos manufaturados, como:

  • Couros e peles;
  • Embalagens de madeira;
  • Facas e lâminas cortantes, para máquinas ou para aparelhos mecânicos;
  • Ardósia; mármore, granito, artefatos de amianto usado em freios de automóveis, mercado cuja participação brasileira é de 4,1% nas importações europeias.

Segundo a ApexBrasil, também há espaço para o Brasil comercializar mais produtos químicos (óleos essenciais cítricos; amálgamas de metais preciosos) para o bloco europeu, dos quais 10,8% das importações advêm do Brasil.

Há ainda potencial para ampliar as exportações de sementes e farelo de soja, 2,7% de participação brasileira nas importações da UE, de produtos alimentícios, 6,4% de participação brasileira, e de óleos animais e vegetais, como óleo de milho, mercado com 4,5% de participação brasileira nas importações da UE a partir da desgravação tarifária dos produtos, apontou a Apex. Por região, a Apex identificou que a maior parte das oportunidades, 266, está na Europa Ocidental.

No setor agropecuário, a Apex lembra que o acordo combina eliminação tarifária, desgravação gradual e cotas específicas para produtos considerados sensíveis pelos países europeus.

Entre as principais cadeias beneficiadas, a agência destaca carnes bovina, de aves e suína, açúcar, etanol, arroz, milho, mel, queijos e cachaça com acesso preferencial por cotas, além da eliminação total de tarifas para frutas como abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã.

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