sexta-feira , 30 janeiro 2026
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China pede que ‘práticas protecionistas’ do México sejam revistas

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Foto: Freepik

O Ministério do Comércio da China apelou ao México que corrija “práticas unilaterais e protecionistas” o mais rápido possível, afirmando que aumentos tarifários anunciados pelo país latino-americano prejudicam os interesses chineses.

Embora as tarifas aprovadas pelo Congresso mexicano na quarta-feira (10) tenham sido reduzidas em relação ao anúncio inicial, elas ainda ferem os interesses nacionais da China, disse o ministério em seu site nesta quinta-feira (11).

A China prosseguirá com a investigação sobre barreiras comerciais e de investimento do México, aberta em setembro, após o governo mexicano anunciar planos de elevar tarifas sobre importações de bens de países sem acordo de livre-comércio com o México.

A proposta inicial, voltada a fortalecer indústrias locais e substituir importações da Ásia, afetava cerca de US$ 52 bilhões em compras, informou à época o Ministério da Economia mexicano.

“Esses produtos já tinham tarifa…o que faremos é elevá-la até o teto permitido pela Organização Mundial do Comércio”, disse o ministro da Economia, Marcelo Ebrard.

Os investimentos chineses no México cresceram nos últimos anos, ampliando o comércio bilateral. Mas a enxurrada de exportações chinesas também ameaça a virada do México para a manufatura de alto valor agregado, e aumenta a pressão da administração Trump por uma postura comercial mais dura.

Pequim já havia advertido o México a reconsiderar os aumentos e feito ameaça de retaliação. Segundo o ministério chinês, os reajustes podem até atender à próxima revisão do acordo EUA-México-Canadá (USMCA), mas nenhum pacto deve vir às custas do comércio global ou lesar interesses legítimos da China.

Nesta semana, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o USMCA poderá ganhar nova configuração após ser renegociado em 2026.

A pasta chinesa disse valorizar os laços com o México e esperar que o país trabalhe com Pequim para resolver diferenças e aprofundar a cooperação. “Esperamos que o México leve essas preocupações a sério e proceda com cautela”, acrescentou.

O México tem acordos de livre-comércio com mais de 50 países, incluindo o Japão. Entre aqueles com os quais não tem acordo, a China desponta como um dos maiores exportadores. Outros destaques são Coreia do Sul e Índia. 

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