Tanto o abate de animais quanto a produção de carne bovina no Brasil atingiram patamares históricos em 2025. Dados do Cepea mostram que esse resultado é fruto de uma evolução estrutural da pecuária nacional, que ampliou sua presença no mercado interno e externo ao longo das últimas duas décadas.
O número de cabeças abatidas saiu de 25 milhões em 2004 para mais de 40 milhões no ano passado. Esse movimento foi acompanhado pela produção de carne bovina, que passou de cerca de 6 milhões de toneladas para mais de 11 milhões de toneladas no mesmo período.
Segundo os pesquisadores, exportações em alta, demanda interna elevada e avanços tecnológicos foram os principais fatores que sustentaram o crescimento estrutural do setor.
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Oscilações fazem parte do ciclo da pecuária
Quando há maior abate de fêmeas, a oferta de animais aumenta no curto prazo, o que tende a pressionar as cotações. Já nos períodos de retenção, há redução da oferta imediata, sustentando os preços e preparando o rebanho para um novo ciclo de expansão. Essa dinâmica caracteriza o ciclo pecuário, marcado por fases alternadas de alta e baixa.
Nesse contexto, o setor registrou algumas oscilações entre 2007/2011 e 2014/2017. Confira no gráfico abaixo:

Entre 2020 e 2024, a produção de carne bovina é proporcionalmente maior ao número de cabeças abatidas.
Para os pesquisadores do Cepea, esse descolamento indica ganho de eficiência dentro da porteira, com maior produção por animal abatido. O resultado pode estar associado ao aumento do peso médio das carcaças, ao avanço genético do rebanho e às melhorias no manejo.
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