segunda-feira , 2 fevereiro 2026
Lar Pesquisa e Inovação Microrganismos ajudam no reflorestamento e enfrentam crise climática
Pesquisa e Inovação

Microrganismos ajudam no reflorestamento e enfrentam crise climática

Microrganismos ajudam no reflorestamento e enfrentam crise climática

Uma solução natural para restaurar florestas degradadas

Pesquisadores do Paraná estão desenvolvendo uma alternativa inovadora para tornar o reflorestamento mais eficiente, resiliente e adaptado às mudanças climáticas. O projeto NAPI Biodiversidade Ristore estuda o uso de microrganismoscomo fungos e bactériasn / D formação de mudas mais fortescapazes de resistir melhor à seca e a outros estresses ambientais.

Coordenado por Jesiana Stefania da Silva Batistada Universidade Estadual de Londrina (UEL), o projeto já avança em três níveis de pesquisa: laboratório, viveiro e campo. Os testes envolvem mais de 2 mil microrganismos analisadosmuitos deles com resultados positivos no desenvolvimento de espécies florestais nativas.

https://www.youtube.com/watch?v=-a4oa0zfwxk


Projeto paranaense tem apoio internacional e foco em bioinsumos

Inovação com base na natureza

Financiado pela Fundação Araucáriao NAPI é uma iniciativa pública que reúne universidades do Paraná e instituições internacionais como a Universidade de Munique (Alemanha) e a Universidade de Marselha (França). O foco é desenvolver soluções baseadas na naturezaconceito que se destaca nas políticas de restauração ecológica global.

Jesiane explica que a tecnologia é inspirada no uso de bioinsumos na agriculturajá comuns em culturas como militares e milhoe agora adaptados para a restauração florestal. O objetivo é fazer com que bactérias e fungos ajudem as plantas a adquirir nutrientes e suportar estresses bióticos e abióticos, como a Prolongado seco.


Como funciona o processo: da seleção ao campo

Três etapas de pesquisa

O estudo é dividido em três fases principais:

  1. Laboratório: seleção e testes iniciais de microrganismos com potencial promissor.
  2. Viveiro e casa de vegetação: aplicação em condições controladas para medir o desempenho das mudas.
  3. Campo: testes em áreas abertas com clima real, como na região de Ponta Grossa (PR).

Entre os resultados já observadosdestacam-se:

  • Maior altura das mudas
  • Aumento do diâmetro do caule (coleto)
  • Desenvolvimento mais robusto do sistema radicular
  • Melhoria na tolerância ao estresse hídrico
  • Maior taxa de sobrevivência no campo

Próximos passos: levar a tecnologia a quem planta

A meta atual do NAPI Biodiversidade é transformar a ciência em ação prática. “Não queremos que a tecnologia fique só no artigo. Nosso objetivo é que ela chegue a ONGs, viveiristas, empresas e projetos de restauraçãopara ajudar de fato quem está na ponta”, afirma Jesiane.

O projeto busca parceiros e stakeholders que queiram aplicar a tecnologia em áreas degradadas, ampliando o impacto positivo no campo e contribuindo para metas nacionais e internacionais de restauração ambiental.


Por que isso importa para o agronegócio sustentável?

A restauração florestal não é apenas uma pauta ambiental. Ela é estratégica para o agro que quer proteger seus recursos hídricosAssim, reduzir riscos climáticos e agregar valor socioambiental à produção. Com tecnologias como essa, baseadas em biotecnologia e biodiversidadeé possível acelerar o reflorestamento e ainda fortalecer o protagonismo do Brasil no cenário ambiental global.

Fonte:

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Caminhão brasileiro emite 35% menos CO2 que modelo europeu, mostra estudo

Foto: Marcos Santos/USP Imagens Uma pesquisa desenvolvida na Escola Politécnica da USP...

Governador do Maranhão assume presidência do Consórcio da Amazônia Legal

Foto: divulgação O Consórcio Amazônia Legal elegeu por unanimidade o governador do...

Pesquisa inédita decifra o genoma e ajuda a proteger espécies de peixes da Amazônia

Foto: Divulgação/IDSM O pirarucu (Arapaima gigas) e o filhote (Braquiplatistoma filamentoso) são...

Ninhos de tartaruga-verde podem soterrar ‘rochas de plástico’ e comprometer espécie

Fotos: Frank Néry/Sedam Nem as regiões mais remotas do globo estão livres...