A Agência da ONU para refugiados afirmou nesta sexta-feira (27) que o Líbano enfrenta uma profunda crise humanitária que pode transformar-se em uma catástrofe. 
Após o início dos ataques contra o Irã, Israel intensificou os bombardeios ao Líbano. O objetivo, segundo o governo israelense, é eliminar o Hezbollah, grupo rebelde financiado pelo Irã e que atua a partir do território libanês.
Desde então, Israel concentrou ataques tanto na capital Beirute como no sul do país, e entrou com tropas terrestres que destruíram pontes e casas. Mais de mil pessoas morreram no Líbano nos ataques israelenses até agorae um milhão estão desabrigadas, das quais 370 mil são crianças. Isso significa que um em cada cinco libaneses foi expulso de casa.
Apesar disso, o exército israelense afirmou que tem planos significativos de continuar a operação no sul do Líbano, e que o objetivo principal é proteger as comunidades que moram no norte de Israel do Hezbollah.
No Irã, segundo organizações humanitárias, mais de 1,9 mil pessoas morreram nos ataques dos Estados Unidos e de Israel, e outras 20 mil ficaram feridas.
Nesta sexta, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos da ONU pediu que as investigações sobre o bombardeio contra uma escola no país sejam concluídas rapidamente. O ataque na cidade de Minab deixou 175 mortos, entre alunos e professores.
Além da tragédia humanitária, a guerra traz preocupações econômicas globais, por causa da alta do petróleo, e também nucleares. O Irã confirmou que duas usinas de urânio foram bombardeadas. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, não há, até agora, evidências de um vazamento de material radioativo.
* Com informações da Agência Reuters.












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