O terceiro ciclo do defeso do caranguejo-uçá teve início nesta terça-feira (3) e segue até o dia 8 de março. O governo do estado reforça a importância da medida para a proteção da espécie e a conservação dos manguezais paraenses.
Equipes do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) intensificam as orientações junto à população e aos setores envolvidos na cadeia produtiva do crustáceo durante o período de restrição.
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Cronograma
Vale lembrar que o primeiro ciclo do defeso neste ano ocorreu de 1º a 6 de fevereiro, conforme calendário oficial, e integra um conjunto de datas estabelecidas ao longo do primeiro semestre.
Além desse período, o cronograma inclui os intervalos de 17 a 22 de fevereiro, 3 a 8 de março, 18 a 23 de março, 1º a 6 de abril e 17 a 22 de abril. Durante esses dias, ficam proibidos a captura, o transporte e a comercialização do caranguejo-uçá, em diversos estágios da espécie, sob pena de multas e demais sanções previstas na legislação ambiental.

A restrição ocorre justamente durante a chamada “andada”, fase reprodutiva em que o caranguejo-uçá deixa as tocas e se desloca pelos manguezais para acasalamento, tornando-se mais vulnerável à captura.
A proteção é considerada estratégica para garantir a renovação dos estoques naturais e manter o equilíbrio ecológico dos ecossistemas, fundamentais para a biodiversidade costeira do estado.
Permissão de comercialização
A comercialização da espécie só é permitida mediante declaração de estoque registrada junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), informando a quantidade existente antes do início de cada ciclo do defeso.
A medida busca assegurar maior controle sobre o produto ofertado nos mercados e evitar que exemplares capturados irregularmente sejam inseridos na cadeia de consumo.
Segundo o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a medida é fundamental para garantir a sustentabilidade da atividade no longo prazo.
“O defeso do caranguejo-uçá é uma estratégia indispensável para proteger o ciclo reprodutivo da espécie, preservar os manguezais e garantir que as futuras gerações continuem dependendo desse recurso de forma sustentável”, afirmou
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