O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) embarcou 13,5 milhões de toneladas de grãos em 2025 e se consolida como o principal hub logístico do agronegócio no Arco Norte. As cargas partiram do Porto do Itaqui, em São Luís, com destino, principalmente, à Ásia e à Europa.
Ao longo do ano, 202 navios foram carregados com soja, milho e farelo de soja. Do total movimentado, 11,7 milhões de toneladas foram de soja e 1,8 milhão de toneladas de milho, atendendo produtores do MAPITO — Maranhão, Piauí e Tocantins — além de áreas do Nordeste de Mato Grosso e da Bahia.
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Segundo o Consórcio Tegram-Itaqui, o desempenho posiciona o terminal de forma estratégica para atender a safra recorde 2025/26, estimada em 354,8 milhões de toneladas, conforme projeção divulgada em novembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
“O grande volume exportado indica que estamos em uma posição relevante na cadeia do agronegócio brasileiro”, afirma Marcos Pepe Bertoni, presidente do Consórcio Tegram-Itaqui. “A infraestrutura e os processos foram desenhados para garantir embarques no ritmo que o setor exige”, completa.
Infraestrutura e expansão
O Tegram opera há dez anos e é apontado como um fator de redução de custos logísticos e ampliação do acesso aos mercados internacionais. O terminal conta com quatro armazéns, com capacidade estática de 500 mil toneladas.
A estrutura inclui moegas rodoviárias capazes de receber mais de 900 caminhões por dia, além de duas moegas ferroviárias que descarregam até oito vagões simultaneamente.
Atualmente, o terminal possui capacidade anual em torno de 15 milhões de toneladas, operando em dois berços de atracação, resultado das fases de expansão concluídas em 2015 e 2020.
Terceira fase
O consórcio planeja a terceira fase de expansão, com investimento estimado em R$ 1,161 bilhão. O projeto prevê a construção de um terceiro berço de atracação, que deve acrescentar 8,5 milhões de toneladas à capacidade operacional anual.
A ampliação tem como objetivo atender à crescente demanda do agronegócio brasileiro e reforçar o Porto do Itaqui como um dos principais complexos exportadores de grãos do Arco Norte.
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