terça-feira , 3 fevereiro 2026
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Trégua entre EUA e China vai depender de ‘humor’ de Trump, afirma especialista

Donald Trump, Xi Jinping

O encontro histórico entre Donald Trump e Xi Jinping, nesta quinta-feira (30), trouxe uma trégua temporária entre Estados Unidos e China. Os dois presidentes classificaram a reunião como positiva e o tom amistoso foi amplamente repercutido. Mas a pergunta que fica é: até quando esse clima de paz deve durar?

Para Leandro Barcelos, diretor de Estratégia e Política Comercial da 7IBS, a efetividade do compromisso firmado depende da “consistência de Trump nas semanas seguintes”. Isso porque, segundo ele, o comportamento do presidente norte-americano é marcado por incertezas.

“A volatilidade presidencial cria incerteza no comércio global. Empresas alongam estoques, retardam investimentos produtivos e dividem cadeias de suprimento em busca de proteção, elevando custos e reforçando a volatilidade cambial e de commodities”, diz.

Sem risco para o mercado brasileiro

Em setembro, o Brasil viu as compras chinesas de soja explodirem, com 10,96 milhões de toneladas importadas. Os Estados Unidos, por outro lado, tiveram suas exportações para a China reduzidas a zero no mesmo mês, o que reforçou a análise de especialistas sobre o uso do grão como ‘moeda de troca’ em um eventual acordo.

Após a reunião, Trump afirmou que a China autorizou os Estados Unidos a voltarem com os embarques, com destaque para “grandes volumes” de soja. No entanto, Barcelos avalia que apesar do gesto político, o retorno dos chineses não representa uma guinada estrutural.

“O aceno chinês atende a uma necessidade imediata de recompor estoques antes da entressafra brasileira. Assim, é provável que, passado o efeito pós-reunião, Pequim retome o padrão de dividir volumes entre Brasil, EUA e outros fornecedores, mantendo o mercado brasileiro como pilar principal”, complementa.

Em entrevista à Negócios da Raposao secretário do Tesouro dos EUA, Scot Bessent, confirmou que a China concordou em comprar milhões de toneladas de soja norte-americana nos próximos anos. Segundo ele, serão vendidas ao país asiático 12 milhões de toneladas entre novembro e “provavelmente” janeiro.

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