Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira (14), mostram que a taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, ante 5,1% no trimestre anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado segue o padrão sazonal esperado para o início de cada ano.
De acordo com o IBGE, a alta foi registrada em todas as 27 Unidades da Federação na comparação com o quarto trimestre de 2025. Ainda assim, o instituto informou que parte dessas variações ficou dentro da margem de erro da pesquisa e, por isso, não pode ser classificada como estatisticamente significativa.
Segundo William Kratochwill, analista da Pnad Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve expansão estatisticamente significativa da taxa de desemprego em 15 das 27 unidades da federação no período. “É o resultado esperado para um primeiro trimestre a cada ano. Sempre no primeiro trimestre há um aumento. Isso aconteceu até na pandemia”, afirmou o técnico.
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A leitura do instituto é que o avanço da taxa, isoladamente, deve ser interpretado dentro do comportamento típico do mercado de trabalho no começo do ano, quando há encerramento de vagas temporárias e ajuste após o período de maior atividade no fim do calendário anterior.
Na prática, esse enquadramento técnico reduz o risco de uma leitura imediata de deterioração estrutural do mercado de trabalho apenas com base na comparação trimestral. Como o IBGE não detalhou, no material informado, os setores e estados com maior contribuição para a alta, esse recorte permanece sem divulgação nesta etapa.
O resultado do primeiro trimestre, portanto, indica continuidade do padrão sazonal observado em anos anteriores, segundo o IBGE. A avaliação técnica mais ampla sobre tendência do emprego dependerá das próximas divulgações da Pnad Contínua e da confirmação dos movimentos fora da margem estatística.
Fonte: Estadão Conteúdo
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