A rivalidade entre Estados Unidos e China na economia da energia foi tema de debate nesta quinta-feira (14), no São Paulo Innovation Week, em São Paulo. No painel “Eletrotech Versus da Petrotech: A Geopolítica e o Futuro da Energia”, especialistas avaliaram como a disputa por liderança energética vem sendo influenciada por conflitos no Oriente Médio, pela crise climática e pela corrida por novas tecnologias.
A discussão foi mediada pela jornalista Luciana Ribeiro Dyniewicz e reuniu Juan Carlos Castilla-Rubio, presidente da SpaceTime Labs, e Edmar Luiz Fagundes de Almeida, professor e pesquisador do Instituto de Energia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Segundo Almeida, os Estados Unidos mantêm uma política voltada à preservação de sua hegemonia no setor de combustíveis fósseis. No debate, o pesquisador citou a atuação militar americana em regiões produtoras de petróleo, como parte desse arranjo geopolítico.
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Em paralelo, a China foi apontada pelos debatedores como protagonista na expansão das tecnologias de eletrificação. Almeida destacou os investimentos chineses em alternativas energéticas de menor custo, como baterias de lítio, e afirmou que “a economia do futuro será aquela que adotar as tecnologias de ponta”.
Castilla-Rubio avaliou que os fatores que impulsionam a transição energética mudaram e hoje estão mais ligados à segurança geopolítica. Ao defender o avanço das fontes limpas, ele observou que a energia solar, por exemplo, não depende de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.
A partir desse diagnóstico, os especialistas afirmaram que países com base mineral e capacidade de inovação tendem a ganhar relevância na nova configuração energética. Nesse ponto, o Brasil foi citado como um mercado com potencial em mineração e terras raras. Não foram apresentados, no entanto, dados de investimento ou projeções numéricas específicas para o país durante o painel.
A avaliação dos debatedores é que a definição de política energética, acesso a minerais críticos e investimento em tecnologia devem pesar na competitividade dos países nos próximos anos. O São Paulo Innovation Week segue até esta sexta-feira (15) e reúne mais de 2 mil palestrantes ao longo de 3 dias de evento.
Fonte: Estadão Conteúdo
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