No Maranhão, famílias da comunidade quilombola de Pedrinhas, no Maranhão, estão utilizando o Sisteminha, tecnologia social desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A iniciativa integra a produção de peixes, hortaliças e criação de aves em um mesmo espaço e vem contribuindo para ampliar a segurança alimentar, gerar renda e fortalecer a autonomia de comunidades em situação de vulnerabilidade social.
O objetivo central do projeto é garantir autonomia alimentar e reduzir a insegurança alimentar, especialmente em regiões de vulnerabilidade social. Na prática, as famílias passam a produzir parte dos alimentos que consomem diariamente, como ovos, hortaliças, macaxeira, milho, batata-doce, melancia e peixe.
Segundo o supervisor de projetos rurais, Elinaldo Lima Costa, o Sisteminha funciona como uma tecnologia social de baixo custo, adaptável tanto a áreas rurais quanto urbanas.
“A principal finalidade do sisteminha hoje, é a questão da garantia de segurança alimentar. Então, ele é um projeto que foi desenvolvido, visando retirar famílias da insegurança alimentar”, destaca.
O modelo combina piscicultura, avicultura de corte e postura e produção vegetal, formando um sistema integrado de produção de alimentos.
“E tem uma parte vegetal também, onde é produzido diversos alimentos, desde a macaxeira, o milho, batata doce, melancia, abóbora, hortaliças em geral, entre outros”, explica Costa.
Produção que gera renda
Além do consumo próprio, o excedente da produção também se torna fonte de renda. Famílias relatam a comercialização de ovos e outros produtos, o que ajuda na compra de insumos como ração e fortalece a economia local.
O projeto faz parte do Conexão Família, articulado com a Estação Conhecimento e com apoio de ações sociais ligadas à Vale, dentro de um programa mais amplo de combate à pobreza multidimensional, que considera fatores como renda, saúde, educação, infraestrutura e nutrição.
“Então, quando chegamos aqui nesse quintal, que são os quintais produtivos aqui dentro da da casa das pessoas nós temos o sisteminha implantado, sabemos que isso impacta diretamente tanto na renda quanto na própria na nutrição”, explica a supervisora de projetos sociais, Monise Rafaela Viveiros Gomes.
Educação e nutrição
A iniciativa também inclui oficinas de educação financeira e nutricional, com foco no melhor aproveitamento dos alimentos produzidos e na gestão da renda gerada.
Segundo Monise Rafaela, a proposta vai além da produção de alimentos: busca fortalecer a formação das famílias e promover autonomia sustentável no campo.
Em uma das comunidades, moradores destacam que o sistema trouxe benefícios diretos no dia a dia, permitindo até a venda de peixes e ovos excedentes.
Impacto na educação
Outro destaque da reportagem é a aplicação do Sisteminha em espaços de formação técnica, como a Casa Familiar Rural (CFR). Nesses ambientes, as famílias participam da implantação e do manejo dos módulos produtivos, aprendendo na prática sobre piscicultura, agricultura e reaproveitamento de recursos.
“Isso transforma essa escola em um espaço de aprendizagem prática, porque os alunos têm as aulas práticas. Eles têm esse essa oportunidade de transformar, vamos dizer assim, a aula teórica em prática com esse sisteminha, porque eles fizeram parte de todo o processo de implantação”, conta a diretora da geral da CFR Vale do Itapecuru, Maria Hilza Oliveira da Silva.
A proposta fortalece a teoria e a prática e preparando jovens para atuarem na agricultura familiar com conhecimento técnico e experiência aplicada.
Expansão internacional
Criado como uma solução de base comunitária, o Sisteminha já ultrapassou fronteiras brasileiras e vem sendo adotado também em países da África, ampliando seu alcance como ferramenta de combate à insegurança alimentar.
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