O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, encerrou nesta quarta-feira (20), em Pequim, a missão oficial à China com reuniões no Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e no Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA). As agendas trataram de comércio agropecuário, fertilizantes, cooperação técnica e ampliação da parceria bilateral. Não houve, porém, anúncio de novos acordos comerciais ou abertura imediata de mercado no material divulgado.
Nas reuniões, a delegação brasileira destacou o peso da China no agronegócio nacional. Segundo o vice-ministro do Comércio da China, Jiang Chenghua, o Brasil é o principal fornecedor chinês de carne, soja, algodão, açúcar e frango. O dado reforça a centralidade do mercado chinês para as exportações brasileiras, embora o comunicado não apresente números atualizados de volume ou valor negociado.
No encontro com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA), os dois lados discutiram cooperação em agricultura, inovação, energia, segurança alimentar e modernização agrícola. A parte brasileira também apresentou programas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como o Plano ABC+, voltado à adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono, e o Programa Nacional de Bioinsumos. Também foram citadas ações de pesquisa e transferência de tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
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Do ponto de vista setorial, a agenda é relevante porque a China concentra uma parcela expressiva da demanda externa de produtos agropecuários brasileiros e também tem papel estratégico no debate sobre insumos, investimentos e tecnologia. Fertilizantes, infraestrutura e melhoramento de sementes estiveram entre os temas mencionados nas conversas.
A delegação brasileira ainda reiterou a importância da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) como mecanismo de coordenação entre os dois países. Integraram a missão representantes das áreas de comércio internacional, defesa agropecuária, negociações não tarifárias e adidância agrícola.
A missão terminou com sinalização de continuidade do diálogo técnico e institucional entre Brasil e China. Como não foram detalhados prazos, metas ou medidas operacionais, os efeitos práticos sobre comércio, investimentos ou cooperação dependerão de desdobramentos posteriores e de eventuais anúncios oficiais.
Fonte: gov.br
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