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Juros futuros sobem com avanço do petróleo e tensão entre Estados Unidos e Irã

Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

Os juros futuros avançavam na manhã desta quinta-feira (21), com maior pressão nos contratos longos, em um movimento de inclinação da curva. O mercado reagia à alta do petróleo, ao avanço do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, em meio às incertezas sobre um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. O principal fator técnico citado no mercado é o aumento do temor inflacionário diante de um choque de energia.

Às 9h10 desta quinta-feira (21), a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 14,095%, ante 14,057% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 avançava a 14,005%, de 13,912%. Já o contrato para janeiro de 2031 marcava 14,145%, acima dos 14,076% registrados na quarta-feira (20).

O movimento indica maior pressão na parte longa da curva, em sintonia com a valorização do petróleo no exterior e com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Em geral, esse ambiente leva investidores a exigir retorno maior em prazos mais longos, especialmente quando crescem as dúvidas sobre inflação global e custo de energia.

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No caso brasileiro, a leitura do mercado é de que um petróleo mais caro pode pressionar combustíveis, fretes e outros custos ligados à economia real. Para o setor agropecuário, esse tipo de movimento é acompanhado com atenção porque energia, diesel, transporte e financiamento estão entre os componentes relevantes do custo de produção e de comercialização.

Os dados disponíveis no material de origem não informam a variação percentual do petróleo, do dólar ou dos Treasuries no mesmo horário, o que limita uma comparação mais detalhada entre os ativos. Também não há, até o momento citado, indicação de mudança formal na política monetária brasileira, mas a abertura da curva mostra piora na percepção de risco e inflação de curto e médio prazos.

No curto prazo, a direção dos juros deve seguir sensível ao comportamento do petróleo, do câmbio e das taxas americanas. Sem novas informações sobre a negociação entre Estados Unidos e Irã ou sobre o repasse do choque de energia à inflação, o cenário permanece condicionado aos ativos externos e à reprecificação de risco nos mercados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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