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Estudo aponta manutenção do carvão no Brasil apesar do fim de novos projetos

Estudo aponta manutenção do carvão no Brasil apesar do fim de novos projetos

O Brasil retirou, pela primeira vez, todas as propostas de novas usinas termelétricas a carvão mineral, mas manteve medidas para prolongar a operação de empreendimentos já existentes até 2040. A avaliação consta no relatório Boom and Bust 2026, da organização internacional Global Energy Monitor (GEM), divulgado com dados sobre expansão e desativação do carvão no mundo. O tema envolve custo da energia, segurança do sistema elétrico e planejamento da transição energética.

Segundo o estudo, a capacidade global de carvão cresceu 3,5% em 2025, enquanto a geração efetiva recuou 0,6%. A China concentrou 161,7 gigawatts (GW) em novos projetos e reativações, e a Índia somou 27,9 GW em novas propostas. Na América Latina, a saída de Brasil e Honduras da lista de novos empreendimentos deixou a região sem projetos inéditos em desenvolvimento.

No Brasil, o relatório cita o encerramento do licenciamento da usina Nova Seival, de 726 megawatts (MW), em Candiota e Hulha Negra (RS), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em fevereiro de 2025. Também menciona o arquivamento, em novembro, do processo da usina Ouro Negro, de 600 MW, em Pedras Altas (RS).

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Ao mesmo tempo, o documento registra medidas de continuidade. A Lei nº 15.269, aprovada em novembro de 2025, prorrogou até 2040 as compras obrigatórias de energia gerada por usinas a carvão. Em janeiro de 2026, o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, foi contratado até 2040, com custo anual estimado em R$ 1,8 bilhão. Em março, o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 contratou 1,4 GW de carvão importado para as usinas Itaqui, Pecém I e Pecém II. Em abril, o Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou a renovação do contrato de Candiota II até 2040, com custo anual estimado em R$ 859 milhões.

O GEM afirma que a geração a carvão no país segue sustentada por contratos e subsídios embutidos nas tarifas de energia elétrica, com custo acumulado que pode superar R$ 100 bilhões até 2040. Para cadeias agroindustriais dependentes de energia, o efeito potencial está associado ao custo operacional, mas o estudo não detalha recorte específico para o setor agropecuário.

O Ministério de Minas e Energia sustenta que a contratação de carvão e gás natural amplia a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) em momentos críticos de demanda. Já o relatório aponta que a transição energética brasileira segue em disputa entre segurança de suprimento, custo tarifário e redução de emissões. Até a publicação do conteúdo de origem, o posicionamento adicional do ministério sobre as conclusões do estudo ainda não havia sido incluído.

Fonte: agênciabrasil.ebc.com.br

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