O petróleo fechou em baixa nesta quinta-feira (21), depois de oscilar ao longo do pregão com notícias sobre avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. A possibilidade de cessar-fogo e de retomada da livre navegação no Estreito de Ormuz reduziu parte do prêmio de risco embutido nas cotações internacionais da commodity.
O contrato do petróleo WTI para julho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o dia em queda de 1,94%, com recuo de US$ 1,91, a US$ 96,35 por barril. Já o Brent para o mesmo mês, referência global negociada na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em baixa de 2,32%, com perda de US$ 2,44, a US$ 102,58 por barril.
O movimento ganhou força após relatos de que Estados Unidos e Irã alcançaram uma versão preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão. Segundo as informações disponíveis, o texto prevê cessar-fogo e compromisso com a livre navegação no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico, em troca de suspensão gradual de sanções ao Irã.
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Mais cedo, o mercado também reagiu a informações divergentes sobre o destino do urânio enriquecido iraniano. Houve relato de que o aiatolá Mojtaba Khamenei teria determinado que o material não deixasse o país, ponto sensível nas negociações com Washington. Horas depois, uma autoridade iraniana negou essa informação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os norte-americanos receberão esse urânio enriquecido.
Apesar da queda nesta sessão, o cenário segue volátil. O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que o mercado global pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto, diante do pico sazonal de demanda no verão do Hemisfério Norte, do bloqueio das exportações pelo Estreito de Ormuz e da redução dos estoques mundiais.
Para o agronegócio, o comportamento do petróleo é acompanhado de perto porque influencia diesel, transporte, armazenagem e custos de insumos. No curto prazo, porém, o efeito sobre preços domésticos de combustíveis depende de repasses no mercado interno, dado que não foi detalhado no material disponível.
Analistas da Capital Economics avaliam que a normalização do fluxo de energia ainda pode ser demorada e que uma queda mais consistente do petróleo dependerá de melhora efetiva nos fundamentos de oferta e circulação da commodity. Sem definição completa sobre o acordo e sobre a navegação no Estreito de Ormuz, o mercado deve continuar sensível a novos desdobramentos diplomáticos e operacionais.
Fonte: Estadão Conteúdo
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