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Diretor do Fed descarta corte de juros no curto prazo após dados recentes

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O diretor do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Christopher Waller, afirmou nesta sexta-feira (22), em evento na Frankfurt School of Finance & Management, que falar em corte de juros no futuro próximo é "uma loucura" diante dos dados econômicos recentes. Segundo ele, uma eventual alta nas expectativas de inflação de curto prazo seria um sinal de alerta para a autoridade monetária. Waller também defendeu a independência do Fed e comentou a possibilidade de redução adicional das reservas da instituição.

Durante a rodada de perguntas e respostas, Waller disse que, se as expectativas de inflação aumentarem ao longo de dois, três ou quatro anos, isso se tornará um problema para a condução da política monetária. Ele afirmou ainda que, se as expectativas de curto prazo subirem, o Fed poderá ter de adotar medidas, sem detalhar quais instrumentos seriam usados.

O diretor acrescentou que costuma dar preferência a indicadores de expectativas de inflação baseados no mercado. A sinalização reforça a leitura de manutenção de uma política monetária restritiva nos Estados Unidos, em um momento em que investidores acompanham a trajetória da inflação e o calendário de decisões do banco central norte-americano.

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Waller também avaliou que não há retorno possível ao balanço patrimonial reduzido observado em 2008. Ainda assim, afirmou que o Fed poderia reduzir as reservas em uma faixa de US$ 300 bilhões a US$ 500 bilhões. O comentário ocorre em meio ao debate sobre o tamanho do balanço da instituição e o ritmo de normalização monetária.

No campo institucional, o diretor declarou que sempre foi e continuará sendo defensor da independência do banco central. A fala ocorre em meio a discussões sobre eventual interferência política na autoridade monetária. O texto-base informa ainda que Kevin Warsh, escolhido para comandar o Fed, toma posse nesta sexta-feira (22), na Casa Branca.

Para o mercado global, juros mais altos por mais tempo nos Estados Unidos tendem a influenciar câmbio, custo de financiamento e precificação de ativos. No caso do agronegócio, esses fatores costumam ser acompanhados por seu efeito sobre dólar, exportações e cotações internacionais de commodities, embora o impacto imediato dependa da reação dos mercados e de dados adicionais.

A sinalização de Waller mantém o foco do mercado em inflação, expectativas e autonomia do Federal Reserve. Sem novas indicações sobre prazo para mudança na taxa básica, a leitura técnica segue condicionada aos próximos indicadores da economia norte-americana e às decisões formais do banco central dos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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