O Eco Invest Brasil lançou nesta segunda-feira (25) seu 5º leilão com um mecanismo de proteção para o investidor, segundo detalhou Dario Durigan, do Ministério da Fazenda. De acordo com o governo federal, a estrutura prevê um “colchão de proteção” para assegurar retorno equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 1%. A nova rodada inclui fundos de inovação, linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada.
Segundo Durigan, o objetivo do mecanismo é reduzir o risco de investimentos em inovação, principalmente em projetos de base tecnológica com maior incerteza de retorno. A modelagem apresentada prevê proteção mínima de rentabilidade ao investidor, ao mesmo tempo em que mantém a possibilidade de ganhos maiores em projetos bem-sucedidos.
Conforme divulgado pelo Tesouro Nacional, o 5º leilão do programa terá seis Fundos de Inovação, além de uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis voltados a pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. O material disponível não informa, até o momento, o volume financeiro total desta etapa nem os prazos operacionais de cada instrumento.
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Entre as cadeias elegíveis estão fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.
Para o setor agropecuário, a relevância técnica está principalmente nas frentes de fertilizantes e energia. Projetos voltados a fertilizantes verdes podem afetar, no médio e longo prazo, a oferta de insumos e a diversificação tecnológica da cadeia. Já os combustíveis verdes avançados se conectam ao debate sobre transição energética, logística e custos operacionais em atividades ligadas ao campo e à agroindústria.
Durigan afirmou que a proposta busca ampliar a participação privada em projetos inovadores com apoio público parcial ao risco. A estrutura, segundo ele, foi desenhada para estimular capital em iniciativas que podem ter retorno elevado, mas que também carregam possibilidade de insucesso.
O avanço prático do leilão para cadeias de interesse do agronegócio dependerá da publicação de detalhes operacionais, do volume efetivamente contratado e da adesão dos investidores. Sem essas informações, ainda não é possível medir com precisão o alcance econômico da nova rodada sobre insumos, energia e competitividade setorial.
Fonte: Estadão Conteúdo
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