A agenda federal de concessões rodoviárias prevê 13 leilões em 2026, mas apenas dois certames foram realizados até esta sexta-feira (6). Com isso, cerca de 85% das disputas previstas para o ano ficaram concentradas no segundo semestre. O cronograma reúne novos projetos e repactuações em um cenário de restrição orçamentária para os órgãos responsáveis pela estruturação e regulação dos contratos.
Até o momento, foram a mercado as concessões Rotas Gerais, em Minas Gerais, e Rota dos Sertões, em Pernambuco e Bahia. Sem leilões federais programados para junho até esta sexta-feira (6), a agenda deve ser retomada em julho com a concessão da Régis Bittencourt, na BR-116 entre São Paulo e Paraná, único certame com data já definida.
Se a carteira for integralmente executada, o Ministério dos Transportes repetirá o recorde de 13 leilões alcançado em 2025. Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, a atual gestão realizou 24 leilões rodoviários federais desde 2023, com mais de R$ 260 bilhões em investimentos previstos.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!
Após a Régis Bittencourt, a programação inclui projetos como Rota 2 de Julho, ViaBahia, Rota Vale do Café e os lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina. A carteira também contempla repactuações de contratos, entre eles Arco Norte e Transbrasiliana. Das 11 concessões rodoviárias previstas para este ano, cinco envolvem contratos já existentes.
O diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos, afirmou que ainda há espaço para cumprimento da meta, embora o ritmo precise acelerar. Já Luís Felipe Valerim, sócio do VLR Advogados, avaliou que a consistência dos projetos é fator mais relevante que o número de leilões, porque a pressão sobre estudos e modelagens pode elevar o risco de problemas nos primeiros anos dos contratos.
Para o agronegócio, o avanço dessa agenda é acompanhado por seu efeito potencial sobre corredores de transporte, circulação de cargas e conexão entre áreas produtoras, indústrias e portos. Esse impacto, porém, depende da execução dos projetos, da qualidade regulatória e da capacidade institucional de levar os certames adiante.
O cenário segue condicionado a fatores operacionais e fiscais. O bloqueio de R$ 8,3 bilhões nas pastas de infraestrutura, com contingenciamento de R$ 1,7 bilhão no Ministério dos Transportes e perda de R$ 56 milhões na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mantém pressão sobre a estruturação dos projetos. Sem novas datas oficiais para a maior parte da carteira, a execução da meta ainda dependerá do andamento técnico e regulatório dos processos.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Agenda de concessões rodoviárias concentra 85% dos leilões no segundo semestre apareceu primeiro em Canal Rural.













Deixe um comentário