O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu, nesta quinta-feira (11), suas projeções de crescimento para a zona do euro e elevou as estimativas de inflação para 2026 e 2027. Segundo a instituição, a guerra no Oriente Médio e a alta dos preços de energia ampliaram os desafios para o bloco, em um cenário já marcado por envelhecimento populacional e baixa produtividade. O relatório também indica necessidade de alta de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).
De acordo com o FMI, a projeção de crescimento da zona do euro foi reduzida para 0,9% em 2026 e 1,2% em 2027. Os números ficaram, respectivamente, 0,5 ponto porcentual e 0,2 ponto porcentual abaixo das estimativas anteriores ao conflito citado no relatório.
Para a inflação cheia, a revisão foi de 2% para 2,8% em 2026 e de 1,9% para 2,3% em 2027. Com isso, os preços permaneceriam acima da meta de 2% do BCE até 2028, segundo a instituição.
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O FMI afirmou que a guerra representa um choque negativo de oferta “grande, mas temporário”, com efeitos sobre a confiança e sobre as condições financeiras. O relatório acrescenta que os riscos seguem inclinados para crescimento mais fraco e inflação mais alta, sobretudo se o choque energético durar mais tempo ou se houver novas interrupções na oferta de energia.
Diante desse quadro, o Fundo informou que a taxa de juros do BCE precisará subir para conter os efeitos do aumento da energia sobre os preços. No cenário-base, a instituição considera uma alta acumulada de 50 pontos-base em 2026 em relação ao nível anterior à guerra. O documento também registra que uma postura “ligeiramente mais restritiva” pode ser necessária.
No comércio, o FMI destacou que acordos amplos e com compromissos profundos, como os negociados pela União Europeia (UE) com Mercosul e Índia, podem ampliar o comércio bilateral, favorecer a diversificação das relações econômicas e apoiar o crescimento regional. O material fornecido, no entanto, não detalha impactos específicos para produtos agropecuários, exportadores ou produtores rurais.
O relatório do FMI combina revisão para baixo do crescimento, inflação mais alta e perspectiva de aperto monetário na zona do euro. O material divulgado também cita acordos comerciais da UE com o Mercosul, mas não informa prazos, volumes ou efeitos diretos para cadeias do agronegócio.
Fonte: Estadão Conteúdo
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