A Americanas informou, nesta terça-feira (13), prejuízo líquido de R$ 336 milhões nas operações continuadas do primeiro trimestre de 2026. O resultado representa redução de 24,8% em relação à perda de R$ 447 milhões registrada no mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo crescimento das vendas, pela redução do peso das despesas operacionais e pela integração entre lojas físicas e digital.
No trimestre encerrado em março, a receita líquida da varejista somou R$ 3,1 bilhões, alta de 20,2% na comparação anual. O lucro bruto avançou 16,6%, para R$ 834 milhões. A margem bruta, porém, recuou 0,8 ponto porcentual, para 27,0%.
O Ebitda ajustado ficou positivo em R$ 15 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 26 milhões apurado no primeiro trimestre de 2025. Já as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) totalizaram R$ 851 milhões, alta anual de 3,9%. Em relação à receita líquida, esse indicador caiu de 31,9% para 27,6%, o que, segundo a empresa, indica ganho de eficiência operacional.
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Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente da Americanas, Fernando Soares, afirmou que a companhia tem priorizado as lojas físicas e integrado o digital à operação. De acordo com o executivo, a estratégia ganhou tração na Páscoa, com retirada em loja e entregas a partir das unidades físicas.
O diretor financeiro da companhia, Sebastien Durchon, disse que o cartão da varejista já movimentou mais de R$ 1 bilhão em transações em menos de um ano, com emissão superior a 100 mil cartões por mês.
O resultado financeiro permaneceu negativo em R$ 131 milhões, mas melhorou 26,8% frente às perdas de R$ 179 milhões de um ano antes. A companhia também registrou R$ 28 milhões em despesas ligadas à investigação sobre fraudes contábeis, acima dos R$ 15 milhões do primeiro trimestre de 2025.
A Americanas informou ainda que parte do crescimento do trimestre foi favorecida pelo efeito calendário da Páscoa. Considerando os quatro primeiros meses de 2026, as vendas em mesmas lojas cresceram 7,8%. No resultado consolidado, incluindo operações descontinuadas, o prejuízo líquido foi de R$ 329 milhões, ante R$ 496 milhões no mesmo intervalo do ano passado.
Fonte: Estadão Conteúdo
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