O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, nesta segunda-feira (8), em Brasília, que o Brasil fará um esforço para que a União Europeia (UE) recoloque o país na lista de fornecedores de carnes. A manifestação ocorreu após a Comissão Europeia oficializar, na última sexta-feira, a retirada do Brasil da relação de fornecedores de produtos de origem animal com vigência a partir de 3 de setembro. Segundo o bloco, faltaram garantias adicionais sobre o cumprimento das regras para uso de antimicrobianos na produção animal.
Ao falar com jornalistas após a abertura da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, Alckmin disse que há um trabalho em andamento para a retirada do embargo. Segundo o vice-presidente, a intenção é restabelecer o acesso do Brasil à lista de fornecedores de todas as carnes, incluindo frango e boi.
A decisão da Comissão Europeia tem relação com exigências regulatórias para produtos de origem animal destinados ao mercado europeu. De acordo com a justificativa informada no conteúdo disponível, o bloco entendeu que o Brasil não apresentou as garantias adicionais requeridas sobre a conformidade com o regulamento europeu relativo ao uso de antimicrobianos na produção animal.
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Para o setor agropecuário, o tema tem relevância por envolver acesso a mercado, habilitação sanitária e fluxo de exportações de proteína animal. A medida atinge cadeias com forte participação no comércio exterior brasileiro, especialmente as de carne bovina e de frango, e exige articulação diplomática e técnica entre autoridades brasileiras e europeias.
Ainda sobre a relação com a UE, Alckmin afirmou que o Brasil já realizou exportações de frutas com benefício tarifário ao bloco no âmbito do acordo entre Mercosul e União Europeia. Ele classificou esse entendimento como o maior acordo entre blocos do mundo. O conteúdo disponível, no entanto, não detalha volume embarcado, valores negociados nem a lista de frutas exportadas.
O próximo desdobramento dependerá das tratativas técnicas e diplomáticas para atender às exigências europeias sobre produção animal. Até o momento, o material disponível não informa prazo para eventual revisão da decisão nem detalha quais garantias adicionais o Brasil deverá apresentar formalmente ao bloco.
Fonte: Estadão Conteúdo
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