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Dirigente do Fed prevê pico da inflação nos próximos meses e defende juro atual

PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura

O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, afirmou nesta quinta-feira (28), na Reykjavik Economic Conference 2026, que os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a inflação dos Estados Unidos devem atingir o pico nos próximos meses. Segundo ele, o avanço dos custos de energia pressiona os consumidores no curto prazo, mas tende a ter efeito temporário. Williams também avaliou que a política monetária norte-americana está no ponto desejado neste momento.

Durante a participação no evento, Williams projetou inflação medida pelo índice de gastos com consumo pessoal (PCE) em torno de 4% no curto prazo e inflação subjacente de 3%. Ele afirmou que as expectativas de inflação seguem mais elevadas no horizonte imediato, mas permanecem estáveis no longo prazo, o que, segundo o dirigente, reforça a importância de manter essas expectativas ancoradas.

O dirigente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, disse que a trajetória dos juros continuará dependente de dados, perspectivas e riscos. Na avaliação dele, a posição atual da política monetária está “um pouco restritiva”, o que permite ao banco central observar os indicadores antes de decidir novos passos.

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Williams também afirmou que a economia dos Estados Unidos segue sólida e que o mercado de trabalho subjacente está equilibrado. Sobre tecnologia, ele descartou um cenário de desemprego estrutural de longo prazo provocado pela inteligência artificial, embora tenha reconhecido efeito duradouro sobre a produtividade.

Para os agentes do agronegócio, a sinalização do Fed é acompanhada porque juros norte-americanos, inflação e energia influenciam o comportamento do dólar, o custo do crédito internacional e a formação de preços de commodities. No entanto, Williams não apresentou estimativas específicas para câmbio, petróleo ou produtos agropecuários, o que limita projeções setoriais mais detalhadas a partir desta fala isolada.

No momento, a indicação central do Fed de Nova York é de manutenção de cautela, com monitoramento dos efeitos temporários da energia e das tarifas sobre a inflação. Sem novas sinalizações sobre prazo para mudança nos juros, o mercado deve seguir dependente dos próximos indicadores de preços e atividade nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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