Lar Economia Dólar sobe 1,82% em maio com pressão externa e ruído político
Economia

Dólar sobe 1,82% em maio com pressão externa e ruído político

Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

O dólar encerrou esta sexta-feira (29) cotado a R$ 5,0429, em alta de 0,22%, depois de atingir a máxima de R$ 5,0707 no fim da manhã. No acumulado de maio, a moeda americana avançou 1,82%, após recuo de 4,36% em abril. Segundo operadores e economistas, o movimento refletiu a reprecificação dos juros globais, fatores técnicos ligados à formação da Ptax e aumento da volatilidade política no mercado doméstico.

Ao longo da tarde, a moeda perdeu força com ajustes intradia e alguma recuperação de divisas latino-americanas. Ainda assim, o real permaneceu pressionado por um ambiente externo menos favorável a mercados emergentes. O índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a seis moedas fortes, recuava 0,12% por volta das 17 horas, aos 98,897 pontos, mas acumulou ganho de pouco mais de 0,80% em maio.

O diretor de pesquisa econômica do Pine, Cristiano Oliveira, afirmou que a depreciação do real no mês esteve ligada principalmente à alta dos juros globais após leituras elevadas de inflação ao produtor em abril, especialmente nos Estados Unidos, com influência dos preços de energia. Segundo ele, também houve fluxo cambial negativo e aumento da volatilidade associado à questão eleitoral.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine um boletim informativo do Canal Rural

O estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, destacou a elevação das taxas dos Treasuries em meio a indicadores robustos da economia americana e à atração de capital para os Estados Unidos. No mercado de petróleo, o Brent para agosto fechou a US$ 91,12 por barril, queda de 1,7% no dia, com baixa superior a 9% na semana e de 16% no mês.

Para o agronegócio, o câmbio segue como variável central na formação de preços de exportação, na receita de produtores que vendem commodities em dólar e nos custos de insumos atrelados ao mercado externo, como fertilizantes e combustíveis. A queda do petróleo também influencia fretes, diesel e a competitividade de cadeias ligadas à energia e aos biocombustíveis.

No ano, apesar da alta de maio, o dólar ainda acumula desvalorização de 8,13% frente ao real.

Segundo Oliveira, do Pine, os modelos de curto prazo indicam o real próximo de um nível considerado equilibrado, com a taxa de câmbio oscilando entre R$ 5,03 e R$ 5,04. Sem mudança relevante no cenário de juros internacionais, no fluxo cambial ou no ambiente político, a tendência imediata é de manutenção da volatilidade em torno desses patamares.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Dólar sobe 1,82% em maio com pressão externa e ruído político apareceu primeiro em Canal Rural.

Fonte:

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Aneel mantém bandeira tarifária amarela para junho

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (29) a...

Ibovespa fecha em queda, enquanto dólar comercial sobe para R$ 5,04

O mercado financeiro encerrou nesta sexta-feira (29) com queda de 0,73% do...

CNA eleva projeção de crescimento do PIB agro para 2,8% em 2026

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elevou para 2,8%...

Petrobras prevê unidade de processamento de gás em cada plataforma do Seap

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (29) que as...